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Astrônomos detectam tempestade em planeta a 150 anos-luz da Terra

Estudo feito com o Very Large Telescope, do European Southern Observatory, indicou um fluxo de gases do lado diurno para o escuro com velocidade de 5000 a 10000 km/h.

10 anos atrás

Very Large Telescope - Atacama - Chile

Chamado não oficialmente de Osiris, o planeta conhecido como HD209458b orbita uma estrela na constelação de Pégasus. É um gigante gasoso com 70% da massa de Júpiter e 2,5x seu volume. A órbita é insana, meros 7 milhões de quilômetros de raio. Está 20x mais próximo da estrela do que a Terra está do Sol.

Os anos em HD209458b duram 3,5 dias terrestres, a temperatura da superfície do lado iluminado é de 1000 graus Célsius, o lado negro é mais frio até porque Lord Vader tem ar-condicionado naquela roupa.

Foi o primeiro exoplaneta a ser descoberto por observação direta. Análises de espectro indicam a presença de monóxido de carbono e vapor d'água em sua atmosfera. Agora, um estudo feito com o Very Large Telescope, do European Southern Observatory, indicou um fluxo de gases do lado diurno para o escuro com velocidade de 5000 a 10000 km/h.

Foi possível detectar isso graças a um espectrógrafo chamado CRIRES. O equipamento é sensível o suficiente para detectar a assinatura de elementos em partes da atmosfera do planeta. A velocidade foi calculada medindo-se o desvio Doppler da assinatura espectral do Monóxido de Carbono.

Isso é fascinante. Não temos uma tecnologia de Star Trek, não usamos equipamento alienígena estudado na Área 52 (a Área 51 é só para despistar). É tecnologia humana, do Século XX/XXI, usando princípios e equipamentos do princípio do Século XIX, apenas aperfeiçoados. Mesmo assim até em um filme de ficção científica. "Capitão, estamos detectando uma tempestade em um planeta a 140 anos-luz de distância" soa implausível.

Vivemos tempos fascinantes — perdoem o uso exagerado do termo, mas é pertinente quando o mundo real fica par-a-par com a ficção. E no bom sentido.

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