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Google aposenta Windows por questão de segurança

Google manda seus funcionários pararem de usar Windows no trabalho como medida de segurança. Será isso mesmo, ou trata-se de um lobby anti-Windows?

9 anos atrás

Google e Microsoft competem em diversos segmentos, de aplicações Web, passando pela busca e, até o fim do ano, no campo dos sistemas operacionais. Na Google, como em qualquer empresa de tecnologia (imagino eu), uma diretriz recomenda aos funcionários darem preferência aos produtos da casa, para não cair naquele velho ditado "em casa de ferreiro, espeto é de pau". Normal.

Até agora, a Google não tem um sistema operacional, logo, seus funcionários são livres para escolher o que mais lhe agrada. Eram. Desde janeiro, após os ataques chineses aos servidores da gigante de Mountain View, a ordem por lá é usar qualquer coisa, menos Windows.

Google versus Microsoft.

A reportagem do Financial Times conversou com vários funcionários da Google, que ratificaram essa mudança de postura da empresa. "Muitas pessoas trocaram o Windows, principalmente pelo Mac OS X, após a sequência de ataques vindos da China", disse um deles. A recomendação vem desde o evento, em janeiro, mas parece ter sido intensificada nos últimos dias. Um outro funcionário disse que, hoje, para alguém ter um PC rodando Windows lá dentro, é preciso aprovação do CIO.

A Google não comenta publicamente essa "política de segurança", que por sua vez não foi bem aceita por todos. Porém, alguns funcionários dizem que a medida foi menos dramática, para eles, do que se, por exemplo, Mac OS X fosse proibido. De qualquer maneira, é uma restrição meio estranha vinda de uma empresa tida como liberal como a Google.

Há quem diga que esse movimento é uma preparação para o Chrome OS, ou seja, usaram os ataques chineses de bode espiatório para limar o Windows dos escritórios e laboratórios da Google. Afinal, os ataques só tiveram eficácia contra Windows XP rodando Internet Explorer 6. A falha estava presente nas versões 7 e 8, mas mecanismos auxiliares de proteção impediam-na de ser explorada.

Ainda de acordo com a reportagem do Financial Times, a Google possui, hoje, cerca de 10 mil funcionários ao redor do mundo. Teria o "plano de popularização" do vindouro Chrome OS começado por eles, de maneira um tanto forçada?

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