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nVidia — “And the Oscar goes to Intel”

Com charges, nVidia cutuca Intel sobre práticas anti-competitivas desta. Só que a camaleão verde de Santa Clara tem telhado de vidro.

10 anos atrás

No fantástico mundo tecnológico e empresarial da indústria dos processadores gráficos, sempre imaginamos que as maiores rivais são a nVidia e a ATi. Estas duas sempre concorreram pela coroa da performance em GPUs dedicadas. E isso desde o finalzinho do século passado, quando então a ATi colocou as Rage para tentarem bater as TNT da nVidia.

Naquela época, a Intel apenas concorria com o i740, uma GPU dedicada a não rodar jogo algum promover a interface AGP dentre os chipsets alheios nas placas-mãe, estas voltadas aos processadores centrais x86 da Intel e que cujos fabricantes de tais placas preferiam oferecer conexões PCI adicionais, mais baratas e simples de serem implementadas.

Laguna_aIntelOscarN_17mar2010

Após inúmeras “vitórias” contra a forte concorrência de outras GPUs dedicadas, a Intel preferiu evoluir o i740 para a gloriosa série de GPUs integradas (também incompatível com o Vista) Intel Extreme Low Graphics, mãe das atuais GMAs.

É graças à dedicação da Intel no mercado de IGPs, que hoje temos a fenomenal dupla férrica Clarkdale/Arrandale, plena sucessora da ‘vitoriosa’ GMA 4500M HD, no mesmo encapsulamento dos Core i3 e i5, embora não na mesma pastilha de silício (aka die), como nos Atom “Pineview”.

Só para vocês sentirem o “poder colossal” da dupla Ironlake: a Intel conseguiu colocar, nesse novo hardware, a renderização seletiva de objetos em função de sua profundidade no eixo Z, um recurso digno das GPUs dedicadas lançadas durante a famosa odisséia espacial das Radeon8x00/GeForce3: o clássico DirectX 8.1 via hardware.

Tio Laguna, nós, os jogadores, estamos cansados em saber que o hardware gráfico vindo da Intel não consegue nos entregar bons gráficos, tridimensionais fotorrealísticos, em tempo real. Qual a novidade?

Em uma entrevista, o vice-presidente executivo da Intel declarou o seguinte:

Quando as pessoas imaginam [melhores] gráficos [nos PCs], logo os associam aos jogos tridimensionais de guerra e mais realismo. Não desconsidero isso, mas [tal nicho] atrai um público muito menor, relativamente falando.

Penso que uma porção significativa dos consumidores busca, realmente, a multimídia.

Não acho que [poder renderizar] melhores gráficos faça[m] uma enorme diferença… [Pois] a funcionalidade por trás da interface gráfica é o que importa.

Sendo justo, nos últimos anos, à exceção do presente ano [2010, o ano em que faremos contato com algum Fusion], a AMD+ATi tinha uma melhor solução de gráficos integrados que a Intel.

David ‘Dadi’ Perlmutter

Bom, e o que tal declaração significaria, além de ser, obviamente, uma pesada crítica à busca incessante por melhores e mais fotorrealísticos gráficos tridimensionais nos jogos?

Laguna_LarrabeeFAIL_06dez2009

O primeiro aspecto do contexto de tal mercado, que devemos levar em conta, é que a Intel não possui, atualmente, qualquer GPU dedicada com um nível de desempenho que possa concorrer contra o Cypress (Radeon HD 58x0) ou contra os Gráficos Fermi 100 (GeForce 11 / GTX 4xx).

Como dizia a fábula: quem tanto despreza o que não tem, é porque cobiça tal coisa.

Só a título de exemplo: a Intel até participou do projeto de um dos principais componentes do primeiro console XBox (logo o processador central), mas a Microsoft preferiu não continuar tal parceria no XBox 360. Foi o mais próximo que a Intel chegou de uma plataforma dedicada a jogos. E o hardware gráfico era da nVidia.

O segundo aspecto: a Intel é líder no setor de IGPs, com suas GMAs e, apesar de o rendimento em jogos ser notoriamente ruim, quando comparado ao AMD890 (Radeon HD4200) ou nForce900/ION (GeForce 9400), tal produto (mais encontrado nos laptops, onde o preço das soluções dedicadas pode ser proibitivo) normalmente não é voltado para jogar e sim para lidar mais com multimídia, ou seja, assistir a vídeos, ouvir músicas, acessar a internê e, de vez em quando, trabalhar.

Laguna_nVidiasIntel_17mar2010

Dadi Perlmutter estava a sugerir que, pelo menos para a multimídia, as GPUs integradas da Intel eram suficientes, sendo até ‘humilde’ ao considerar a AMD+ATi como “esforçada” concorrente. E por que ele nem citou a nVidia?

O tio Laguna considera ser difícil querer citar alguém de quem você simplesmente quer distância: o presidente da nVidia, Jen-Hsun Huang, afirmou, numa entrevista em vídeo, que não negociará com a Intel, pelo menos não antes do início do julgamento de dois dos vários processos que a nVidia levantou contra a Intel, por esta bloquear qualquer concorrência no ramo de chipsets em suas plataformas desktop e mobile.

Ao contrário da AMD+ATi, que recebeu, caladinha, US$ 1,25 bilhão da Intel, a nVidia preferiu não só levar os processos adiante, como também abriu uma página, exclusivamente voltada à explicar os motivos que levaram a empresa a se mostrar tão confiante nos julgamentos do FTC e Comissão Européia, sobre as práticas anti-competitivas da Intel.

Agora pergunto: os (sub)notebooks ainda são uma opção viável, em custo-benefício, para jogos, com gráficos tridimensionais robustos, ante os microcomputadores dedicados para tal fim (os consoles) ou mesmo comparados aos desktops com hardware atualizável? Se o mercado dependesse exclusivamente da Intel, não.

Fonte: Fórum PCs.

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