Curiosidade mórbida e falta de bom senso

Quinta-feira, SeaWorld, nos Estados Unidos. Uma baleia orca matou sua treinadora, Dawn Brancheau, durante uma apresentação. A notícia correu o mundo, e refletiu-se na Internet: em pouco tempo, o assunto já era o mais buscado no Google. E em igual velocidade, as páginas de phishing e rickroll apareceram.

Esse cenário demonstra duas coisas: 1) as pessoas em geral adoram ver catástrofes, sofrimento alheio, coisas ruins; e 2) essas mesmas pessoas, na ânsia de satisfazer esse sentimento macabro, acabam se tornando iscas fáceis para crackers e estelionatários. É assim que golpes são feitos, redes de PCs zumbis são criadas, e todo tipo de malware se dissemina pela Internet. Esse tipo de cracker age mais ou menos como blogger caçaparaquedista: escreve o que o povo quer, e espera as vítimas pegarem sua isca através de motores de busca. Isso funciona. PCs infectados e contas bancárias generosas de caçaparaquedistas são a prova cabal.

morbid-person

Graham Cluley, da Sophos, disse o seguinte:

“É difícil acreditar que alguém queira ver um vídeo de uma terrível morte, mas no momento esse é um dos termos em buscadores mais quentes na Internet. Páginas contaminadas podem aparecer mesmo nas primeiras posições dos resultados de buscadores. Ao acessá-las, avisos saltarão na tela, falando sobre problemas de segurança em seu PC. Esses avisos são falsos, e feitos para enganar usuários no sentido de fazê-los baixar programas peritosos ou mesmo ceder informações do cartão de crédito.”

Em tom de crítica, o vídeo abaixo já foi visto mais de 1 milhão de vezes. Um rickroll bem sucedido:

E se não bastassem o caso acima, um jovem alemão criou um experimento com resultado parecido. Ele criou e começou a distribuir uma ferramenta chamada Gull1hack, que supostamente serviria para fazer jailbreak no iPhone. Uma pá de gente baixou-a sem sequer saber se a dita funcionava, e a executou. Resultado? Nada muito alarmante, apenas uma mensagem do jovem alemão dizendo que queria ver como tanta gente ainda é infectada por malware na Internet. A mensagem dele diz o seguinte (algumas partes foram meio complicadas de traduzir :p ):

Oi… Sou um garoto de 18 anos da Alemanha. Há 4 dias, eu li sobre “broken Apple” e pensei “hey, você pode fazer isso também?”. Eu nunca imaginei que alguém fosse dar bola para minha ferramenta, mas alguém o fez. Milhares…

E agora, eu quero lhe dizer uma coisa: eu sempre me perguntei como os criadores de trojans conseguiam obter controle sobre milhões de computadores-zumbis, trabalhando para eles. E agora eu sei como. Você abriu esse programa sem saber nada a respeito das suas funções ou de quem o produziu. Por quê?

Por favor, pare com isso. Execute apenas programas que você conheça! Eu poderia travar seu Windows, roubar seus arquivos ou apagar completamente seu HD. Para sua sorte, eu apenas abri o Google…

Por uma Internet mais segura!

PS: Você poderá mover seu mouse após 30 segundos!

Em tempo de orkut Ouro causando dor de cabeça e chamandao a atenção, esses dois casos mostram que tal problema não é exclusividade do Brasil. Existe essa mistura de inocência com malvadeza em todo lugar, classe social e país. O caso do iPhone é bem peculiar, pois presume-se que quem tem o aparelho e tenciosa fazer jailbreak nele, deva ter alguma noção básica de utilização de computadores.

Todo cuidado é pouco, então, abra o olho e sempre recorra a amigos e sites confiáveis antes de instalar/usar qualquer coisa em seu PC.

Fontes: Mashable, Tecnoblog.

Autor: Rodrigo Ghedin

Blogger, bacharel em Direito e acadêmico de Sistemas de Informação.

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