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Tecnologia do CERN usada para criar tomografia colorida

Os Raios X não mudaram desde quando foram descobertos em 1895 mas as técnicas de visualização só melhoram. Agora uma empresa da Nova Zelândia desenvolveu um método para produzir tomografias coloridas!

23 semanas atrás

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Antes de usar leia sempre as instruções na caixa do OB.

Por milhares de anos o interior do corpo humano foi um mistério, inacessível e desconhecido para todos, não só blogueiros. Com o tempo aprendemos a estudar cadáveres, o que era ótimo mas não ajudava quando queríamos observar o interior de um corpo vivo e que ele continuasse vivo.

A descoberta dos Raios-X mudou isso completamente, e é impressionante perceber que as primeiras tomografias analógicas surgiram em 1930, somente 35 anos após Wilhelm Röntgen ter feito a primeira radiografia. Já a tomografia computadorizada como conhecemos hoje surgiu nos anos 70, e de lá pra cá vem sendo aprimorada produzindo imagens impressionantes:

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Entre todas elas, algo em comum: são em preto e branco. O tom de cinza depende da intensidade com que a radiação é absorvida pelo tecido, mas e se fosse possível ir além, produzir cor de verdade, mesmo que falsa?

A Mars Bioimaging é uma empresa da Nova Zelândia (acredite se puder) que resolveu encarar esse desafio e o fez da forma mais tradicional possível.

O que entendemos como cor é apenas a absorção e reflexão de energia eletromagnética de comprimentos de onda específicos. Uma planta verde por exemplo absorve muita energia de outras partes do espectro, mas reflete cor verde.

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Eles ao invés de um feixe de raios-x de frequência única, emitiram ondas (ou partículas) de comprimentos de onda variados, e mediram a atenuação de cada um deles. Aí é uma questão de atribuir uma cor arbitrária a cada um e gerar o resultado.

Essa detecção, claro, não é simples. Começou em 2005 com uma colaboração do CERN, o laboratório europeu dono do LHC. Ela resultou no Medipix 3, um chip de detecção de imagens que funciona em paralelo com sensores que podem ser calibrados para faixas de frequência específicas.

O resultado foi apresentado recentemente, e é impressionante.

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Os testes clínicos vão começar em dois meses, e a esperança é que o maior grau de definição e diferenciação permita diagnósticos mais precisos. Eu acho que tem tudo pra dar certo, próximo passo é tomografia com HDR, mas aí a Medflix cobra mais caro.

Fonte: New Atlas.

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