Coisa Legal Do Dia: Impressora de Areia

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Algo que está se tornando mais raro hoje em dia é o verdadeiro espírito hacker, que é muito mais do que invadir twitters em roaming. Originalmente hacker era o fuçador, o sujeito que desmontava um relógio, um gravador ou um sistema telefônico com o único propósito de ver como ele funciona.

O hacker não está preocupado em funcionalidade, ele encara o projeto como um desafio. Ao contrário do estudante de design, que desenha bobagens sem se preocupar com funcionalidades, o hacker efetivamente constrói suas idéias, mesmo sabendo que não são práticas. Não importa, o objetivo é descobrir se pode ser feito.

O espanhol Ivan Miranda tem espírito hacker.

Ele resolveu testar se era possível imprimir… em areia. Depois de bater cabeça por algum tempo, ele criou uma máquina que tecnicamente funciona:

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O equipamento, que sei lá o motivo tem gente chamando de robô, usa quatro roletes dentados para garantir tração na areia molhada, e uma cabeça de “impressão” que revolve o material.

Vou logo avisando: é lento. Muito lento, de deixar o Rubinho impaciente. Só que a idéia é legal e, ao contrário de Ruby escala bem, pode ser a base de vários produtos que vão fazer a alegria daquelas empresas que fazem ações descoladas de marketing. Fora que é ecologicamente correta: eu pensaria em alguma tinta à base de suco de panda, apenas revolver a areia é excelente.


Ivan Miranda — SAND DRAWING ROBOT

Fonte: Hackaday.

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Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e para seu blog pessoal, o Contraditorium,

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