IPO da Xiaomi na bolsa de Hong Kong decepciona, mesmo levantando US$ 4,72 bi

Foto de executivos sorridentes no IPO da Xiaomi.

A Xiaomi teve um retorno bem abaixo do esperado em seu IPO na bolsa de valores de Hong Kong nesta semana, mas ainda assim conseguiu levantar 4,72 bilhões de dólares (a estimativa do mercado era de 6,1 bi) dos investidores, entre eles, George Soros.

O curioso é que quando começou a planejar seu IPO ano passado, a própria Xiaomi se avaliava em cerca de US$ 100 bilhões, mas atualmente, já tinham abaixado a bola. Com o valor levantado, o capital da empresa passa a ser de US$ 53,9 bi, segundo o Financial Times.

O objetivo inicial era fazer uma oferta de US$ 10 bilhões em ações dividida entre as bolsas de Hong Kong e Shangai, mas todo o processo foi prejudicado pelas agências reguladoras Chinesas. O problema é que a Xiaomi não soube responder de forma adequada as 84 perguntas postadas online pelas agências e por isso, a abertura de capital da Xiaomi na bolsa de Shangai está suspensa, pelo menos por enquanto.

A expectativa era que este fosse o IPO chinês mais importante desde a oferta pública do Alibaba, quatro anos atrás. Tudo bem que o valor atingido pode não ter sido o esperado, mas ainda foi o maior IPO da bolsa de Hong Kong em quase dois anos, ou seja, tudo é bem relativo.

Chamada por muitos de Apple chinesa, algo que está bem longe de ser e nem faz muito sentido, já que apesar de ter historicamente criado aparelhos com design propositalmente “inspirado” na empresa americana, a Xiaomi tem uma estratégia totalmente diferente, a de lucrar na quantidade, vendendo os produtos pelo menor preço possível, com margens de lucro de 5%.

Modelo de negócios da Xiaomi mostrado em um slide por um executivo da empresa.

Além do seu lado de fabricante de hardware com produtos bons, bonitos e bem baratos, a Xiaomi também tentou convencer os investidores que é uma potência em internet, já que os usuários podem ver anúncios exibidos em seus aplicativos. Pelo visto, nõo deu muito certo, e alguns investidores ainda não entenderam totalmente a estratégia, ou estão com um pé atrás com o modelo de negócios da gigante Chinesa.

No Brasil, depois de um verdadeiro fiasco de vendas, a presença oficial da empresa virou lembrança faz tempo e continua sem perspectiva de uma volta, mas a marca continua bem viva através de vendas da GearBest e outras lojas Chinesas como uma opção para aparelhos de entrada com boa qualidade.

Saiba mais sobre o IPO no blog da Xiaomi.

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Autor: Nick Ellis

Nick Ellis é autor do Meio Bit, Digital Drops e Blog de Brinquedo.

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