Homem-Formiga e a Vespa cumpre muito bem sua missão de divertir

Homem-Formiga e a Vespa em pleno voo

O MB esteve ontem na cabine de Homem-Formiga e a Vespa, novo filme da Marvel, que busca manter a chama dos super-heróis acesa até o ano que vem, depois do impactante Vingadores: Guerra Infinita. Desde que vimos o primeiro trailer, a expectativa era grande, e posso dizer que o novo filme de Scott Lang não decepciona.

Essa resenha não vai ter spoilers do filme, apenas a trama básica e a minha opinião sincera, e espero não deixar escapar nada que não esteja no trailer. Indo direto ao Thanos elefante na sala, antes que me perguntem, a única coisa que vou dizer sobre a relação entre ele e Guerra Infinita é que ele se passa antes do filme dos Vingadores. Impossível comparar um filme ao  outro, mas é bom ver que as histórias mais simples e menos cósmicas ainda funcionam muito bem dentro do universo Marvel.

A decisão de ir ajudar o Capitão América (ou Cap, como ele gosta de chamá-lo) em Guerra Civil custou caro, e Scott começa o filme em prisão domiciliar, sob vigília de um agente do FBI, tentando distrair sua filha sem poder colocar os pés para fora de casa. É claro que isso não dura muito tempo. 

A dupla principal de roteiristas é Chris McKenna e Erik Sommers, que também foram responsáveis por Homem-Aranha: De Volta ao Lar. É realmente impressionante a quantidade de situações bem engraçadas que eles conseguem tirar do aumento e diminuição de pessoas, carros e até prédios em Homem-Formiga e a Vespa. Algumas das melhores piadas envolvem aumentar coisas corriqueiras para um tamanho gigante. 

Vale destacar que Paul Rudd também assina o roteiro, que aproveita muito bem a sua verve humorística. Esse filme é um prato cheio para o ator, que não se faz de rogado, e aproveita ao máximo a brincadeira, seja andando em pés minúsculos ou ocasionalmente gigantes.

Homem-Formiga e a Vespa

A química entre os personagens título também é inegável. Paul Rudd e Evangeline Lilly estão se divertindo em cena, e dá para perceber isso ao assistir ao filme. O mesmo pode se dizer de Paul Rudd e o Hank Pym de Michael Douglas, que trocam faíscas com os olhares. Evangeline como Hope Van Dyne/Vespa é muito mais Tauriel do Hobbit do que a Kate de Lost, e ao contrário de Scott, sabe lutar com destreza, chega a dar pena de quem resolve ficar no seu caminho.

Também estão no filme Lawrence Fishburne e Michelle Pfeiffer, os dois com a competência de sempre. No melhor estilo Tony Stark jovem, algumas cenas de flashback tornam mais jovens os personagens usando computação gráfica, algo que em alguns filmes pode atrapalhar e fazer o espectador se distrair da trama, mas aqui fazendo sentido no roteiro.

Todo o núcleo da empresa de segurança X-Con funciona muito bem, e Michael Peña especialmente está excelente no alívio cômico de um filme que já nem precisava de um, mas se torna ainda mais engraçado por isso. Os sidekicks são ótimos, os efeitos melhores ainda, mas a bem da verdade, Paul Rudd consegue atingir ótimas risadas mesmo sozinho em cena.

Outro ponto forte do filme é a interação de Scott com sua filha, que funciona bem em todas as cenas. A atriz Abby Ryder Fortson está ótima e muito à vontade no papel, roubando com o pé nas costas todas as cenas em que aparece no filme, sem exagero.

Depois de todo peso emocional de Guerra Infinita, Homem-Formiga e a Vespa acaba funcionando como um contraponto bem mais leve, mas não pense você que os personagens ficam tranquilos no filme, onde as coisas parecem dar errado a cada segundo, e a ação é ininterrupta.

O vilão é quase sempre um problema nos filmes da Marvel, e Homem-Formiga e a Vespa apostou na Fantasma vivida por Hannah John-Kamen, que consegue literalmente atravessar paredes. No filme, a história de origem da personagem é bem diferente, assim como o gênero, já que nos quadrinhos é o Fantasma, que surgiu como surgiu como um vilão do Homem de Ferro (sem relação nenhuma com o clássico Fantasma do Lee Falk, é claro).

Vamos ver como o filme se sai no fim de semana de estreia, mas sinceramente não importa tanto para Marvel qual será seu resultado nas bilheterias, esse já foi o melhor ano de todos para a Marvel, com os dois filmes lançados liderando a lista. Pantera Negra e Guerra Infinita foram realmente grandes sucessos, mas ninguém espera um retorno desses de Homem-Formiga e a Vespa.

É claro que estamos falando de um filme menor do que Guerra Infinita, tanto em duração, quanto em pretensão ou até renda, mas acredito que ele possa ir bem nas bilheterias, e tem tudo para superar o primeiro Homem-Formiga no 17o lugar do ranking de filmes do MCU, onde o lanterninha ainda é O Incrível Hulk do Edward Norton.

Homem-Formiga gigante

O fato dele ser tão despretensioso é um dos fatores que o ajuda a ser um filme ainda melhor e mais divertido, que faz rir do começo ao fim. Como sempre acontece nos filmes da Marvel, as coisas que aconteceram em filmes anteriores são citadas nesse, dando aquela sensação de continuidade do universo cinematográfico da empresa.

Esse é o décimo ano do MCU, com impressionantes 20 filmes entregues no período, contando com o segundo do Homem-Formiga, a maioria deles bons filmes, que entregam o que se espera de um filme de super-heróis, fazendo sucesso com público e crítica, seguindo a missão de continuar fazendo filmes para toda a família, afinal o Kevin Feige sabe das coisas.

Homem-Formiga e a Vespa consegue divertir sem fazer esforço, e só por isso, já vale o ingresso. O filme entra em cartaz no Brasil no dia 05 de julho. Como é tradição na Marvel desde o primeiro Homem de Ferro, ele tem cenas pós-créditos, que eu recomendo que você não perca de jeito nenhum.

Depois desse filme, teremos que esperar pelo lançamento de Capitã Marvel em março do ano que vem e do ainda sem nome Vingadores 4 dois meses depois. Cadê a minha DeLorean?

O MB compareceu à cabine de imprensa de Homem-Formiga e a Vespa a convite da Disney.

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Autor: Nick Ellis

Nick Ellis é autor do Meio Bit, Digital Drops e Blog de Brinquedo.

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