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Apple iPad

9 anos atrás

Meses de rumores cada vez mais fortes e, a partir de certo ponto, irritantes. Talvez o iPhone tenha tido mais hype, mas em proporção, arrisco dizer que esse tablet da Apple o superou. Era uma constante: a maioria dos sites e blogs de informática traziam, no mínimo uma vez por semana, alguma notinha/rumor/mock-up do então secreto iPad.

Ontem, Steve Jobs chamou jornalistas e entusiastas do mundo inteiro para apresentar algo. Algo grande. Literalmente grande. À primeira vista, o iPad parece um iPod touch gigante. E por dentro, a impressão é confirmada. Muitos ficaram desapontados, esperavam mais. Hoje, um dia após o evento, não se vê aquela empolgação generalizada, como a da ressaca do iPhone. Culpa do excessivo hype? Ou a Apple está perdendo a mão na hora de impressionar?

Eis o iPad:

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Menos de 1,5 cm de espessura, peso que varia de 0,68 a 0,73 kg (sem e com 3G, respectivamente). Some a isso tela mutitouch capacitiva de 9,7” com resolução de 1024x768 (4:3), SSD de 16, 32 ou 64 GB, WiFi “n”, acelerômetro, sensor de luz ambiente e bateria com autonomia de 10 horas, e está pronto o iPad. Ah sim: não se esqueça do processador, um Apple A4 de 1 GHz. Nem Intel, nem NVIDIA, nem AMD; o coração do mais novo gadget da Apple é prata da casa.

o iPad se propõe a ser muitas coisas, de leitor de e-books até plataforma de games. O sistema operacional, contrariando rumores, não é o Mac OS X, mas sim o iPhone OS, com todas as suas vantagens (App Store carregada) e problemas (nada de multitarefa, nem Flash). Jobs o apresentou como uma espécie de elo perdido entre smartphone e notebooks. Netbooks? Fez pouco caso, disse que eles são lentos e ruins, e que o iPad sim vem para suprir essa lacuna.

Foram apresentados vários usos e novos apps, com destaque para a suíte iWork, devidamente adaptada ao iPhone OS, a US$ 9,99 cada app (são três: Pages, Keynote e Numbers). The New York Times também marcou presença, bem como a EA, com uma versão low graphics de Need For Speed Shift.

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Empolgou? Não. A maioria ficou bastante desapontada com a falta de inovações do aparelho. Ele faz, basicamente, o que tablet PCs fazem desde 2002. Na ânsia de querer abraçar o mundo e suprir várias necessidades, acabou não se mostrando completo em nenhuma delas.

E não bastasse essa crise de identidade, sobram “defeitos” no iPad. A tela, por exemplo, poderia ser o sonho de quem gosta de vídeo. O problema? Proporção 4:3. Ao assistir algum filme, espere por barras pretas nas bordas, no melhor estilo TV de tubo. Não existe webcam, ausência que mina Skype, iChat e qualquer outra espécie de comunicação via voz e imagem. Também não temos portas USB, e nem o Finder ou qualquer outro gerenciador de arquivos. Para não tornar este um texto muito “negativo”, sugiro a leitura deste, escrito mais cedo e focado nos pecados do iPad.

O iPad, para fazer inveja ao Windows, virá em seis (!) sabores. Com ou sem 3G, em capacidades de 16, 32 e 64 GB. Os preços variam de US$ 499,00 a US$ 829,00. A disponibilidade não é imediata; na Terra do Tio Sam, os modelos só com WiFi saem daqui a 60 dias, já os com 3G, daqui a 90. Esses últimos, aliás, funcionarão com os novíssimos microSIM cards. A Apple já anunciou uma série de acessórios compatíveis com o iPad, incluindo um teclado físico. Quem disse que já dá para nos desfazermos dele?

No Twitter e em vários sites (recomendo essas leituras, em inglês), a maioria das reações foi negativa. Resta saber se, a exemplo do que aconteceu com o iPhone, a Apple conseguirá virar o jogo e mostrar que, afinal, o iPad tem potencial para tornar-se sucesso. Ou isso, ou cair no limbo do esquecimento, onde jazem G4 Cube e MacBook Air…

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