Polícia mexicana reduz criminalidade usando drones e nem são daqueles que atiram

Na Guerra do Paraguai o Duque de Caxias contratou especialistas vindos da Guerra Civil dos EUA para instalar um sistema de geração de Hidrogênio e voar balões de observação, dando uma grande vantagem estratégica (do grego strategos) para as tropas brasileiras. Inteligência é mais importante do que armas, Tom Clancy dizia que a combinação mais letal no campo de batalha era um homem com um rádio.

A importância de obter informações sobre o inimigo é algo que vem desde os tempos bíblicos, os hebreus sobreviveram por causa do proto-mossad de Moisés, que mandava agentes para se infiltrar nas cidades em seu caminho e descobrir suas fraquezas.

A polícia do Rio foi meio pioneira no uso de tecnologia de observação, no tempo do dirigível da Benedita, uma excelente idéia que, claro, foi massacrada pela mídia até a Secretaria de Segurança cancelar o projeto.

Hoje com a popularização dos drones não é preciso ser do Departamento de Defesa dos EUA pra ter acesso a equipamentos decentes. Tanto que a polícia de Ensenada, cidadezinha de 500 mil habitantes na Baixa Califórnia comprou um DJI Inspire, este bicho aqui.

Eles usam o drone para atender ocorrências, normalmente ele chega antes das viaturas, e consegue visualizar toda a área do crime, localizando suspeitos e orientando policiais.

Usando software desenvolvido pela Cape, os policiais no local podem acessar o feed do drone em tempo real, e usar isso para achar os bandidos, e eles acham. Já foram mais de 500 prisões graças ao drone. Em quatro meses.

Idealmente eles precisam de 12 drones para cobrir toda a cidade, mas só com um eles conseguiram reduzir a criminalidade geral em 10% e roubos domiciliares em incríveis 30%.

O droninho da polícia mexicana faz 25 missões por dia, eles devem ter um grande banco de baterias, já que a autonomia do bicho é de 15 minutos.

O mais legal dessa história é que é um resultado palpável com um investimento pequeno. Um drone desses custa US$4.395,07 na Amazon, não é um projeto de milhões de dólares. Poderia e deveria ser copiado por polícias de todo lugar.

Fonte: DT

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Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e para seu blog pessoal, o Contraditorium,

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