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O primeiro Xbox e o gigantesco controle Duke

Criador do Xbox revela detalhes sobre a criação do primeiro console da Microsoft e do enorme (e criticado) controle que aquele aparelho possuía.

1 ano e meio atrás

duke

Tirando aquele bizarro controle bumerangue para o PlayStation 3 que a Sony mostrou em um evento, acho que nunca um gamepad foi tão criticado quanto o Duke. Disponibilizado junto com a primeira leva do Xbox, aquele controle era enorme, pesado e muito desajeitado, fazendo com que algum tempo depois a Microsoft o redesenhasse e chegasse a um acessório muito mais interessante.

Mas como pode uma empresa tão grande ter cometido um erro assim? Pois de acordo com Seamus Blackley, sujeito que é conhecido com “o pai do Xbox”, foi justamente o tamanho da companhia que permitiu que o Duke chegasse às lojas.

Segundo ele, com tantas pessoas dando opiniões em como o videogame deveria ser, era natural que as ideias mais estranhas surgissem e como na época ele estava preocupado em adicionar um HD e uma porta ethernet ao videogame, além de conquistar estúdios japoneses, a responsabilidade por desenvolver o controle foi dada a outro departamento. Aliás, o fracasso nessa tentativa de atrair desenvolvedoras nipônicas pode ser creditado ao Duke.

A primeira coisa que eles diziam era ‘estou preocupado por vocês não entenderem como fazer um console’ e tudo isso era baseado no controle,” afirmou Blackley. “Existem apartamentos japoneses que são apenas duas ou três vezes maiores do que o tamanho do Duke. Ele era ofensivo no Japão. Era um erro social.

Após um funcionário da Microsoft conseguir um abaixo-assinado onde estúdios japoneses pediam um novo controle, a empresa investiu uma bela grana na criação do modelo S, que depois acabou servindo como fonte de inspiração para os futuros controles da linha Xbox.

Blackley também revelou que um dos motivos para a Microsoft ter decidido entrar para o mercado de consoles foi a apresentação do PlayStation 2. Durante o evento a empresa japonesa disse que com aquele aparelho eles dominariam a sala de estar e como o videogame rodaria Linux, eles derrotariam o Windows.

Acho que os caras de relações públicas da Sony realmente não entenderam o quão sério um ataque como esse pareceu em Redmond. Acho que foi algo como ‘Veja, ele pode fazer isso também’ e em Redmond pareceu ‘Estamos declarando guerra!’

A partir deste ponto reuniões começaram a acontecer na Microsoft e durante o voo para casa Blackley chegou à conclusão de que para bater a Sony eles não podiam depender da variedade de hardware que existe nos PCs. A escolha foi por aproveitar o conhecimento que eles tinha sobre computadores e criar um console.

O irônico nisso tudo é que ao permitir que o PlayStation 2 rodasse Linux, a Sony comprou uma briga com um gigante e anos depois eles acabaram sendo processados por muitos consumidores justamente por terem retirado o sistema operacional do pinguim do PS3. Outro detalhe é que, assim como de certa forma o PlayStation só nasceu por causa da Nintendo, hoje talvez não teríamos um Xbox se não fosse por causa da Sony.

Fonte: IGN (1 e 2).

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