Microsoft fará com que Cortana seja “mais assistiva e menos assistente”

Esta é uma construção de frase que soaria estranha cinco anos atrás, mas lá vai: o mercado de assistentes virtuais está se consolidando. Google e Amazon estão na frente com suas respectivas Google Assistant e Alexa cada vez mais presentes na vida dos usuários, e correndo por fora temos Siri e Cortana, principalmente por Apple e Microsoft não desejarem condicionar suas soluções a um alto-falante voltado para gerenciar a vida do usuário (a função do HomePod é primariamente executar música).

Enquanto a Apple não pretende se misturar à gentalha, a Microsoft trilha outros caminhos. Em entrevista ao site ZDNet, o vice-presidente corporativo da divisão Cortana Javier Soltero explicou que embora a companhia tenha perdido o bonde do mercado de alto-falantes inteligentes, chegando tarde à festa e falhando em conseguir tração (o Invoke, da Harman Kardon não fez sucesso) o mercado “se moldou de uma maneira que nós não esperávamos”, o que em tese explicaria o desinteresse da Microsoft. Ao mesmo tempo, a assistente vem perdendo algumas funções com o tempo e muitos começaram a temer pelo fim do projeto, o que o executivo diz não ser o caso:

“A Cortana não vai a lugar algum, nada pode estar mais longe da verdade. Nosso objetivo é fazer dela uma assistente e nos manter coerentes, mas no fim o que as pessoas querem é assistência. Nós acreditamos que uma coisa leva a outra.”

Na prática, Soltero diz que com o tempo Cortana se tornará mais presente em uma série de dispositivos (parte da atual estratégia do CEO Satya Nadella, de levar as soluções Microsoft a todo lugar), oferecendo auxílio contextual de acordo com a situação. A demonstração feita na conferência BUILD 2018, com um conjunto de microfones e uma câmera de 360 graus para uma videoconferência é um sistema tendo a assistente como base, que trata de identificar os presentes e transcrever na tela o que cada um fala.

A integração da Cortana com a Alexa é outra dessas funções assistivas projetadas, mas a médio prazo a assistente deverá ser capaz de oferecer auxílio ao usuário por exemplo na hora de configurar um software no Windows 10 ou os ajustes de brilho num game no Xbox One, bem como em várias outras situações. Por exemplo, ela seria capaz de auxiliar uma instalação limpa do Windows rodando de um dispositivo iOS ou Android, algo que muita gente não é habituada a fazer.

A Microsoft pretende fazer com que Cortana seja capaz de auxiliar os usuários em quaisquer ambientes, seja doméstico, corporativo ou intermediário, fazendo dela uma plataforma de assistência real e não apenas conveniência, provendo auxílio em várias situações corriqueiras e mais voltada para resolução de problemas, não apenas como um gimmick para mostrar às visitas. Independente disso, a Microsoft precisa urgente expandir o alcance de sua assistente se deseja mesmo que tal iniciativa dê certo.

Fonte: ZDNet.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Profissional de TI auto-didata, blogueiro que acha que é jornalista e careca por opção. Autor do Meio Bit e Portal Deviante, podcaster/membro fundador/Mestre Ancião do SciCast e host/podcaster do Sala da Justiça.

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