Apple está outra vez criando caso com reparos em iPhones feitos por terceiros

A Apple se enfiou em mais um rolo por não gostar que os usuários consertem seus iGadgets como bem entenderem. As versões mais novas do iOS começaram a fazer com que iPhones que tiveram suas telas substituídas por modelos não-oficiais deixassem de funcionar, mas agora foi detectado que mesmo modelos originais, porém não substituídos pela assistência autorizada estão apresentando problemas.

Quando o iOS 11.3 foi lançado, diversos usuários que apelaram para telas alternativas do iPhone para substituir as originais danificadas começaram a reclamar que as mesmas pararam de funcionar, mas outros que também não levaram seus dispositivos para lojas autorizadas da maçã mas utilizaram peças originais, não de qualidade inferior começaram a alegar que o ajuste de brilho automático do display foi desativado. Ao que tudo indica, aparelhos como o iPhone 8, 8 Plus e X são agora capazes de detectar intervenções e tomam medidas quando algo parece errado.

A suspeita é que a Apple relaciona cada componente com a placa lógica de cada dispositivo iOS e não é uma ocorrência nova: no passado ela foi inclusive processada por desativar iPhones cujo botão Home com Touch ID foi substituído por terceiros, sejam assistências não autorizadas ou o próprio usuário. Quando o iOS 11 foi lançado em 2017, algumas unidades do iPhone 6s que tiveram suas telas substituídas por modelos não-oficiais também foram desativados. Em geral, os três modelos mais recentes rodando as versões 11.1, 11.2 e 11.3 do iOS estão sofrendo com esse “inconveniente”.

Nas duas ocasiões, a Apple liberou atualizações de sistema que eliminou os problemas e é bem provável que ela o faça de novo, mas é fato que Cupertino não gosta nada de que o usuário possa escolher como consertar seu iPhone. A companhia comprou uma briga gigantesca nos EUA contra a chamada “Lei do Reparo”, que vários estados estão discutindo para livrar os consumidores das assistências oficiais e evitarem assim gastos desnecessários, e ao mesmo tempo a União Europeia prepara uma legislação semelhante que está tirando do sério não só a Apple, mas também a Samsung e demais fabricantes de smartphones, já que além das questões referentes aos reparos ela prevê que os aparelhos sejam mais duráveis e longevos, de modo a contornar a obsolescência programada via canetada.

De qualquer forma, até o momento a Apple não se pronunciou a respeito e caso seja de fato uma ação deliberada, é bem provável que ela volte atrás para não receber processinhos indesejados. E como a FTC decidiu que abrir eletrônicos não viola a garantia, a Apple não tem muito mais espaço para manobra.

Fonte: Engadget.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Profissional de TI auto-didata, blogueiro que acha que é jornalista e careca por opção. Autor do Meio Bit e Portal Deviante, podcaster/membro fundador/Mestre Ancião do SciCast e host/podcaster do Sala da Justiça.

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