IA poderá ajudar a Blizzard a combater comportamentos tóxicos

O comportamento tóxico de alguns jogadores é algo que pode prejudicar bastante a experiência dos demais, chegando ao ponto das empresas gastarem uma boa grana para combater essas pessoas e até a unir forças para tentar enfrentar o problema.

Como monitorar individualmente esses ataques é uma tarefa muito complicada, a Blizzard começou a testar um sistema que, se evoluir da maneira como eles gostariam, poderá mudar consideravelmente a forma como o assunto é tratado atualmente.

Estamos tentando ensinar aos nossos jogos o que é a linguagem tóxica, o que é meio engraçado,” revelou jeff Kaplan, diretor do Overwatch. “O pensamento aqui é que você não precisa esperar por um relato para determinar que aquilo foi tóxico. O nosso objetivo é chegar a isso, para que você não tenha que esperar por esses relatos acontecerem.

Um dos grandes problemas aqui é que a nossa comunicação possui muitas variáveis, mas de acordo com o game designer, eles já chegaram a um estágio em que a sua inteligência artificial é capaz de identificar comportamentos tóxicos até em outras línguas, como por exemplo o coreano. O próximo passo é identificar quando a maneira de jogar da pessoa está prejudicando os outros, percebendo assim aqueles que podem não estar xingando a tudo e a todos, mas que estão claramente usando a própria jogabilidade para estragar a partida.

No entanto, é difícil não pensarmos nas falhas que um sistema como este pode cometer, como por exemplo quando dois amigos estão se xingando, mas sem o intuito de um ofender o outro. Todos nós sabemos que esse tipo de coisa acontece e é óbvio que ninguém gostaria de ser banido de um jogo por causa de uma “brincadeira”.

Por isso Kaplan diz que no momento o sistema está focado nos comportamentos mais extremos, sendo treinado para funcionar da melhor maneira possível e por mais que eles não tenham sucesso nessa iniciativa, gosto de ver o responsável pelo jogo dizendo que se uma pessoa tem usado o Overwatch para fazer coisas ruins, então esse é um jogador que não lhes interessa. Pois é isso, para seres que não sabem jogar em harmonia com os outros, a tolerância deve ser zero.

Fonte: Gamasutra.

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Autor: Dori Prata

Pai em tempo integral do pequeno Nicolas, enquanto se divide escrevendo para o Meio Bit Games, Techtudo e Vida de Gamer, tenta encontrar um tempinho para aproveitar algumas das suas paixões, os filmes, os quadrinhos, o futebol e os videogames. Acredita que um dia conseguirá jogar todos os games da sua coleção.

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