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Posterous, o blog via e-mail

9 anos e meio atrás

Embora ainda não esteja no mainstream, arrisco dizer que é questão de tempo para que o Posterous tenha tanta força quanto Tumblr, WordPress e outros. O sistema é tão simples e funcional que beira o ridículo, possui uma API poderosíssima, e, o que é mais importante, é tão fácil que até sua avó consegue montar e manter um blog nele. E não é força de expressão; se ela sabe usar o e-mail, então é elegível a manter um blog no Posterous.

Veja o passo-a-passo para criar um blog lá:

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Não é pegadinha, é só isso mesmo. O Posterous funciona totalmente atrelado ao e-mail, que por sua vez é a forma mais cômoda, eficiente e simples de atualizar seu blog. Basta mandar uma mensagem para [email protected], e o blog é automaticamente criado.

E não são apenas mensagens em texto que são aceitas. O sistema lida com vídeos, fotos e áudio, e manipula tudo de maneira elegante e simples (não se incomode; você lerá a palavra “simples” muitas vezes ainda). Mandou um vídeo? O Posterous cria um player para seus leitores vê-lo. Fotos? Uma galeria de imagens em AJAX aparece automagicamente. Áudio? Um pequeno player também aparece. Arquivos? Links para download e tudo mais. O usuário não precisa se preocupar com absolutamente nada.

A simplicidade do cadastro é apenas a primeira coisa que chama a atenção no Posterous. Dentre muitas outras, considero três tão bacanas quanto a forma de acessá-lo: bookmarklet, autopost em outras redes sociais e flexibilidade.

Bookmarklet é um pequeno código que o usuário arrasta para os favoritos do navegador, e a partir de então, funciona em páginas diversas da do Posterous. Encontrou um texto, imagem ou vídeo legal? Clique no bookmarklet, e um popup do Posterous aparece dentro da página, para que você ajuste o post e o publique dali mesmo.

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É bem verdade que Tumblr e WordPress possuem bookmarklets com finalidade idêntica, mas em termos de usabilidade e qualidade, a comparação é extremamente desleal. O do Posterous simplesmente destrói os concorrentes. É inteligente, bem resolvido e não afeta em absolutamente nada o trabalho de publicar um post. Nos outros, temos uma versão capenga e mal feita do editor principal; no Posterous, o bookmarklet é até mais interessante que o próprio editor interno/padrão dele (quase nunca usado, aliás).

Dito isso, vamos ao próximo ponto de destaque: autopost e integração com redes sociais. O Posterous integra-se com muitas redes sociais, a saber:

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Ao adicionar uma rede social no seu Posterous, ela integra-se realmente ao serviço, e toda postagem feita no blog vai para a rede, dependendo do escopo dela. Mandou um vídeo? Vai para o YouTube/Vimeo também. Fotos? Flickr/Picasa é o destino. Qualquer tipo de post? Atualizações no Twitter/Facebook. E assim por diante.

Todavia, o usuário tem a liberdade de limitar ou filtrar para quais redes suas atualizações serão enviadas, simplesmente mexendo no endereço de e-mail usado no envio das atualizações. A URL padrão, como já comentada, é [email protected]. Existem variações, porém. Se quiser mandar apenas para o blog, basta trocar o destino para [email protected]. Se quiser limitar a poucos serviços, basta combinar os nomes, assim: [email protected]. Existe ainda uma outra possibilidade, que é limitar a publicação a redes em cujo seu nome de usuário contenha determinado termo. Assim, se eu escrever para #[email protected], a atualização será mostrada só nos locais onde a palavra “windows” apareça no nome/URL/título.

Aqui tem uma lista de dicas e alternativas simplesmente baseadas no endereço de e-mail. Repetindo: beira o ridículo (no bom sentido) a simplicidade da coisa.

Por fim, a flexibilidade a que me referi acima, e, no caso, diz respeito à audiência e a quem atualiza o blog. A princípio, o Posterous é público. Mas o usuário pode restringi-lo com senha, tanto completamente, quanto apenas no que toca a um post – novamente, alteração no endereço do e-mail: [email protected].

Do outro lado do blog, ou seja, quem o atualiza, recentemente abriram a possibilidade de criar blogs colaborativos, com múltiplos autores. O suporte é exemplar, e permite inclusive criar um “perfil” para o blog diferente do de seu fundador. O oficial já funciona assim, e outras empreass, como o TweetDeck, também utilizam a plataforma do Posterous para se comunicar com seus usuários.

Criei o meu há pouco mais de três meses, e agora voltei a atualizá-lo com frequência. É uma experiência de blog bem mais “light” e descompromissada, e, por isso mesmo, bem divertida. Se você nunca teve um blog por temer preocupações com configurações complicadas ou preguiça de ter que abrir o editor e aprender a usá-lo, o Posterous vem a calhar. Afinal, desde o século passado todos sabemos como enviar e-mails, logo, não há desculpas para não dar uma chance ao Posterous.

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