Novo iPad de 9,7 polegadas com suporte à Apple Pencil, a aposta da maçã contra o Chromebook

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Houve um tempo em que o iPad era presença garantida nas escolas dos Estados Unidos, mas quando o Google introduziu a linha Chromebook de laptops baratos e funcionais, o tablet perdeu mercado no país principalmente por conta do preço e funcionalidades.

Agora a maçã contra-ataca, tornando seu dispositivo original e hoje o mais básico um aparelho voltado à educação: para isso o novo iPad conta finalmente com suporte à Apple Pencil e features atraentes para escolas e alunos.

Em termos de hardware pouca coisa mudou. O tablet continua com o mesmo display Retina de 9,7 polegadas, com proporção 4:3 e resolução de 2.048 x 1.536 pixels (264 ppi), o botão Home com Touch ID e as câmeras principal de 8 megapixels e frontal FaceTime HD, mesmo corpo, mesma quantidade de RAM (2 GB), mesmas dimensões e uma bateria “que dura o inteiro”, provavelmente a mesma de 8.827 mAh presente no modelo de 2017.

Ele só conta com duas alterações importantes: a primeira, o processador Apple A9 deu lugar ao Apple A10 Fusion, o mesmo presente nos iPhones 7 e 7 Plus (o A10X Fusion permanece exclusivo da linha iPad Pro e da Apple TV 4K, enquanto o Apple A11 Bionic está presente apenas nos iPhones 8, 8 Plus e X); trata-se de um quad-core da TSMC com clock de até 2,34 GHz e GPU hexa-core PowerVR Series 7XT GT7600 Plus, um chip potente para dar suporte a conteúdos de Realidade Aumentada e aplicativos mais pesados.

 

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A segunda modificação diz respeito ao reposicionamento da marca, de vendê-lo como um concorrente direto dos Chromebooks e de modo a torná-lo mais atraente a escolas e alunos, o novo iPad recebe enfim suporte à Apple Pencil, a caneta stylus até então exclusiva da linha iPad Pro. Com precisão de um pixel e identificando nuances de inclinação e pressão, é um acessório que embora caro e não-universal (e deverá continuar assim) é muito bom quando comparado aos concorrentes diretos.

A Apple promete que aplicativos como a suíte iWork, entre outros receberão suporte à Pencil em breve, até para justificar a nova natureza do iPad como dispositivo educacional; assim crianças e adolescentes poderão escrever, desenhar e até prototipar em softwares mais simples e não dependerão dos aplicativos de alto nível mais indicados para o iPad Pro para utilizarem a stylus.

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Novos aplicativos voltados ao ensino, com suporte à Realidade Aumentada como o Froggipedia (um repositório de Biologia com informações voltadas a ensinar alunos a dissecar sapos num ambiente virtual, utilizando a Pencil como um bisturi) deverão ser lançados em breve, e ao mesmo tempo estudantes terão 200 GB de espaço no iCloud de forma gratuita; todos os demais permanecerão com os 5 GB de sempre.

De resto tudo o que o iPad 2017 era capaz de fazer este novo também é, desde oferecer suporte à Apple Pay através do Touch ID aos aplicativos de produção, games e tudo o mais. E assim como seu antecessor ele também não tem suporte nativo a teclados como a linha iPad Pro, dependendo de acessórios a serem pareados via Bluetooth.


iPad — Homework (Full Version) — Apple

Sobre preços e disponibilidade: provando mais uma vez que “Apple” e “barato” não entram na mesma frase e que trabalhar para pobre é pedir esmola para dois, a maçã venderá o novo iPad pelos mesmos US$ 329 que praticava no modelo de 32 GB com Wi-Fi e assim progressivamente, porém instituições de ensino poderão adquiri-lo com desconto por US$ 299, de modo a bater de frente tanto com os laptops baratos quanto com o novo Chromebook Tab 10 da Acer.

No Brasil nada muda:

  • iPad Wi-Fi 32 GB: R$ 2.499,00;
  • iPad Wi-Fi 128 GB: R$ 2.999,00;
  • iPad Wi-Fi + Cellular 32 GB: 3.199,00;
  • iPad Wi-Fi + Cellular 128 GB: R$ 3.699,00.

A Apple Pencil permanece custando os mesmos US$ 99 nos EUA e insanos R$ 729 no Brasil, mas por outro lado há a possibilidade de usar canetas de outros fabricantes como Wacom, Logitech e etc.; o novo iPad deverá chegar ao Brasil apenas em maio, mas na civilização ele estará disponível nas lojas já na Sexta-feira Santa.

Fonte: Apple.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Profissional de TI auto-didata, blogueiro que acha que é jornalista e careca por opção. Autor do Meio Bit e Portal Deviante, podcaster/membro fundador/Mestre Ancião do SciCast e host/podcaster do Sala da Justiça.

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