PornHub estuda viabilidade de um serviço de vídeo livre para concorrer com o YouTube

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O YouTube anda em polvorosa desde o último ano, quando uma série de medidas tomadas para melhorar o conteúdo da plataforma e ao mesmo cortar a grana que pagava em excesso a YouTubers entraram em vigor. O caso é que vários produtores já estão migrando para outras paragens, de modo a continuar fazendo uma graninha e uma delas, por mais hilário que possa parecer é o serviço de vídeos adultos PornHub.

De uns tempos para cá o Google entrou no modo Full Search & Destroy, caçando qualquer coisa que julgue nocivo ao YouTube e a seus negócios com os anunciantes, desde podar canais de teoristas da conspiração a cortar a grana de vídeos por diversos motivos: com conteúdo que a plataforma considera controverso mesmo que não infrinjam seus Termos de Serviço, que pirateiam obras de terceiros, que exibem conteúdos indevidos para menores ou mesmo por conta dos comentários dos usuários.

Basicamente os anunciantes, que são quem detêm a grana cansaram de ver seus produtos e campanhas atrelados a qualquer um e agora ou o YouTuber (que é produto, não cliente) se compromete a criar conteúdo original, livre e de qualidade e manter um ambiente belo, recatado e do lar ou não vai ver mais grana alguma, e mesmo a garantida vai cair e muito; não obstante o YouTube endureceu fortemente as condições para monetizar canais, tirando da jogada os muito pequenos com poucos assinantes e visualizações e também cortou o uso de links externos, restringindo-os ao máximo e limitando campanhas externas de patrocínio.

A última foi a restrição que o Youtube impôs a canais que falam sobre armas de fogo: qualquer vídeo com a intenção de promovê-las ou indicar a compra de itens do tipo será rejeitado, bem como aqueles que ensinam como fazer armas caseiras ou a utilizar acessórios como bump stocks e coisas similares. Vários vídeos antigos e canais inteiros estão sendo removidos. Só que enquanto canais de outros tipos de conteúdo começam a migrar para plataformas como Twitch, Vimeo e Dailymotion, entre outros (tirando o Facebook que não vai pagar mais ninguém), o canais de armas estão indo para o PornHub.

Diferente ou Youtube, as restrições nos Termos de Serviço do PornHub são bem menos severas e prevêem apenas como conteúdo não autorizado vídeos ofensivos, difamatórios, com discurso de ódio, preconceituosos ou que endossem comportamento criminoso. Fora isso vale tudo, até para viabilizar o conteúdo pr0n e atrair criadores (e estúdios) o serviço possui um sistema de monetização similar ao do concorrente, mas sua natureza afasta o público geral.

Só que isso pode mudar em breve. Ao ser questionada no Reddit se o PornHub pretendia lançar uma plataforma SFW, livre para todas a idades nos moldes da original de modo a acolher os egressos do YouTube, a gerente-sênior de Comunidade conhecida como Katie disse que hoje esta é uma possibilidade real, que evoluiu do que antes a empresa considerava como uma piada. Porém, com o Google tomando decisões cada vez mais antipáticas e afugentando os criadores que não conseguem fazer dinheiro, a executiva afirma que tal empreitada hoje “não seria mais uma loucura”.

No entanto Katie é realista: montar tal infra-estrutura não seria fácil e atrair os patrocinadores a um empreendimento novo, ainda mais linkado a um site de entretenimento adulto não seria nada fácil, logo ele não seria tão lucrativo quanto os usuários pensam. Ainda sim, o PornHub estaria estudando as possibilidades.

Hoje já existe muito conteúdo não-adulto no PornHub, mas deve demorar um pouco mais para a empresa tentar a sorte em um empreendimento muito maior que é lançar um serviço livre.

Fonte: Polygon.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Profissional de TI auto-didata, blogueiro que acha que é jornalista e careca por opção. Autor do Meio Bit e Portal Deviante, podcaster/membro fundador/Mestre Ancião do SciCast e host/podcaster do Sala da Justiça.

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