Usar leitor de digitais sob a tela seria mais barato que copiar o Face ID do iPhone X

Digam o que quiserem mas uma coisa é verdade: não importa que moda a Apple invente, o mercado vai copiar. Foi assim quando a companhia decidiu matar de vez o drive óptico, quando removeu a saída P2 do iPhone e agora a história se repete com o iPhone X, primeiramente com todo mundo adotando o infame notch.

A outra característica presente no smartphone de ponta da maçã que está deixando os concorrentes Android salivando é o Face ID, a tecnologia de reconhecimento facial implementada pela israelense PrimeSense, startup pertencente hoje à Apple. Foi sua pesquisa que a Microsoft incorporou em 2009 ao projeto interno de Alex Kipman (o Hololens) dando origem a seu primeiro derivado, o Kinect original para o Xbox 360.

O Face ID faz uso dos mesmos sensores que o Kinect, entre eles uma câmera infravermelha e um projetor de 30 mil pontos para mapear e identificar um rosto por vez, o que é um excelente projeto de design e miniaturização de componentes. Tal recurso é muito bem-vindo para implementar o design sem bordas que virou tendência no último ano (mais sobre isso no Sala da Justiça #57) embora os sensores tenham que ser colocados em algum lugar, o que deu origem ao notch.

Claro que vários fabricantes de smartphones Android saíram replicando o notch do iPhone X na falta de sensores semelhantes, visto que implementa-los levaria tempo mas é fato, uma hora ou outra alguém vai fazê-lo. Segundo o DigiTimes, a concorrência no entanto descobriu que inserir sensores como os presentes no Face ID elevaria os custos além do razoável (só o sensor infravermelho custa US$ 60 a unidade), equiparando-os aos US$ 1 mil que a Apple pede em seu topo de linha. E há também a possibilidade da maçã invocar o processinho for infração de patentes (a tecnologia da PrimeSense, outrora terceirizada para empresas como ASUS e iRobot hoje é fechada).

Desta forma, os fabricantes estariam correndo atrás da Qualcomm de modo a implementar uma solução alternativa e mais barata, que permita o uso do design sem bordas e abra mão do sensor biométrico físico, que seria coloca-lo sob o display. Sua técnica, que utiliza ultrassom permite em tese que as digitais sejam reconhecidas mesmo com os dedos molhados ou sujos e seria uma alternativa à apresentada pela Synaptics, que fabricantes chinesas como Vivo e Doogee abraçaram.

Segundo informes o Huawei Mate 11, que é esperado para o segundo semestre seria o primeiro a apresentar tal recurso, se tornando o pioneiro no mercado global a introduzir os sensores. A Samsung estaria se complicando e não deverá colocar o sensor sob a tela no Galaxy Note9, com a possibilidade dele aparecer só posteriormente ou mesmo ser descartado, como a Apple fez ao não considerar a solução boa o bastante.

Caso o rumor seja verdadeiro, poderemos ver uma profusão de smartphones com sensores biométricos sob a tela dentro dos próximos meses de diversos fabricantes, tudo porque copiar o Face ID é uma alternativa muito mais cara e inviável.

Fonte: DigiTimes.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Profissional de TI auto-didata, blogueiro que acha que é jornalista e careca por opção. Autor do Meio Bit e Portal Deviante, podcaster/membro fundador/Mestre Ancião do SciCast e host/podcaster do Sala da Justiça.

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