PUBG vs. Fortnite: a guerra do Battle Royale está chegando aos dispositivos móveis

Fato, PlayerUnknown’s Battlegrounds virou o cenário gamer de pernas para o ar. O experimento mal polido e absolutamente alpha de Brendan “PlayerUnknown” Greene e da PUBG Corp. (um estúdio subsidiário da desenvolvedora sul-coreana Bluehole) é uma coqueluche, se tornou o game mais jogado do Steam e obviamente fez o mercado correr atrás do gênero Battle Royale desesperadamente. A Epic Games mais do que rápido soltou um modo para seu então recém-lançado game Fortnite, que rapidamente se tornou muito popular e é o campeão em jogadores simultâneos nos consoles.

A razão para o suceso foi simples, diferente de PUBG o modo Fortnite Battle Royale é gratuito, com compras in-game e dessa forma, não só é possível amealhar uma grande quantidade de jogadores como também permite monetizar o título constantemente. No entanto, de olho num mercado maior a PUBG Corp. fechou um acordo com a gigante Tencent (que quer de todo jeito comprar a Bluehole e abocanhar a franquia), de modo a viabilizar uma versão mobile para o mercado chinês num primeiro momento. O título foi desenvolvido por uma terceiro estúdio, chamado Lightspeed & Quantum e é até bem competente, dadas as limitações.

Agora, depois de algum tempo com hackers tentando a todo custo quebrar as limitações de região, os estúdios enfim liberaram PUBG para todo mundo, para iOS e Android. Com algumas ressalvas, é importante frisar.

Embora gratuito, o que é uma boa coisa o game é um comilão de recursos, exige no mínimo iOS 9.0 e processador Apple A7 nos dispositivos da maçã, o que habilita até uma grande game de dispositivos: iPhones a partir do 5s e iPads do Air e mini 2 em diante, além dos iPads Pro. Porém, a recomendação para uma melhor performance é roda-lo em dispositivos equipados com o Apple A8 em diante; assim, a brincadeira se torna mais estável nos iPhones a partir do 6, iPads Air 2 e modelo 2017, iPad mini 4 e a linha iPad Pro.

Já no Android a coisa é um pouco mais complicada. Embora o suporte oficial aponte que PUBG Mobile rode em dispositivos com no mínimo 2 GB de RAM e rodando a versão 5.1.1 Lollipop do sistema, preferencialmente e como de praxe a experiência será muito mais agradável em dispositivos de ponta. A nota oficial é que ele deverá rodar em mais de 500 smartphones e tablets, mas não espere que abri-lo num Moto X de primeira geração (que em tese é compatível) será a melhor das experiências.

A Epic Games, que não é boba mais do que rápido se adiantou para adaptar Fortnite Battle Royale para dispositivos móveis antes da chegada de PUBG Mobile, e de fato lançou uma versão beta inicialmente exclusiva para o iOS na última semana. Mais, o acesso é fechado e apenas quem tiver convites emitidos pela desenvolvedora poderá jogar, com a possibilidade de linka-lo com seu progresso no PC ou em consoles.

O motivo é simples: primeiro, a própria Epic está cuidando do game e pretende levar game original e completo para o mobile, ao invés de adotar a estratégia da Tencent e desenvolver uma versão. Assim, o período beta está sendo conduzido nos dispositivos Apple pela quantidade muito menos de aparelhos a dar suporte. Mesmo assim a desenvolvedora chutou alto, Fortnite Battle Royale só roda em dispositivos com iOS 11 e equipados com processadores a partir do Apple A9, limitando o acesso aos iPhones 6S e SE em diante, iPads Air 2 e modelo 2017 e a linha iPad Pro. O iPad mini 4 é a única exceção, já que ele é equipado com o A8 mas outros dispositivos com o mesmo chip não serão agraciados.

Apenas quando todos os testes forem concluídos a Epic Games pretende lançar o game para o Android, o que poderá demorar “alguns meses” segundo a desenvolvedora. No entanto, uma pré-lista já divulgada deixa claro que num primeiro momento apenas dispositivos de ponta ou pelo menos intermediários premium rodando a versão 8.0 Oreo do sistema serão compatíveis.

Os eleitos por enquanto são os seguintes:

  • Google Pixel 2 e Pixel 2 XL;
  • Huawei Mate 10, Mate 10 Pro, Mate 10 Lite, Mate 9 e Mate 9 Pro;
  • Huawei P10, P10 Plus, P10 Lite, P9, P9 Lite e P8 Lite (2017);
  • LG G6;
  • LG V30, V30+ e V30S ThinQ.

É possível que o mínimo com que a Epic Games vai trabalhar no Android será 3 GB de memória RAM, forçando a barra 2 GB mas ao custo de perda de performance, além de SoCs quad-core. No entanto, ainda é cedo para bater o martelo.

Independente de como será a versão final de Fortnite Battle Royale para iOS (que já é um fenômeno em microtransações, rendendo US$ 1,5 milhão nas primeiras 72 horas) e Android, é fato que Epic Games e PUBG Corp. continuarão brigando pela supremacia no gênero Battle Royale, agora não só mais nos PCs e consoles.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Profissional de TI auto-didata, blogueiro que acha que é jornalista e careca por opção. Autor do Meio Bit e Portal Deviante, podcaster/membro fundador/Mestre Ancião do SciCast e host/podcaster do Sala da Justiça.

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