Google Search vai priorizar notícias de veículos pagos assinados pelo usuário

O Google vai dar uma mãozinha para agências de notícias que abraçaram o  paywall: a partir de agora, o motor de buscas destacará resultados de veículos para seus assinantes, de modo que eles deem preferência a se informar pelas plataformas que já pagam.

Como já explicado antes, uma série de veículos como The New York Times, The Washing Post, The Atlantic, The New Yorker, The Wall Street Journal e mais recentemente o site de tecnologia Wired, entre muitos outros estão fazendo de tudo para convencer o leitor a pagar pelas matérias que veiculam, e a estratégia atual é a de apelar para o modelo de assinatura com paywall, que oferece uma amostra grátis antes de fechar a porta e oferecer editoriais, artigos e colunas de melhor qualidade, procurando fugir das Fake News e outras apelações.

O entendimento geral é de que a era da informação grátis passou, e que o consumidor deve ser convencido de que se quer se informar de algo, terá que pagar. No Brasil jornais e revistas como Veja, Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo, Exame, O Globo e outros estão fazendo a mesma coisa.

Só que a parte difícil é convencer o consumidor e mesmo quando este já paga por um serviço, é importante trazê-lo para dentro da plataforma para aumentar o número de visualizações e manter as estatísticas altas para anunciantes e investidores. Ao mesmo tempo, dar prioridade nas buscas a portais, sites e jornais pagos serve como um atrativo para quem ainda não paga.

Dessa forma, segundo fontes o Google estaria pronto para dar um maior destaque para conteúdos dessas fontes no motor de busca; ele exibirá seus resultados não apenas para os que já são assinantes, mas também para usuários que o algoritmo identificar como potenciais consumidores (Big Data em ação). Nesse último caso não se sabe quem solicitou tal extensão do recurso, devido o sigilo entre as partes.

O Google deverá revelar mais detalhes em um evento no próximo dia 20, mas oficialmente a companhia não comentou as informações.

Outras plataformas estão se virando: o Facebook está investindo nas Instant Articles o até Elon Musk estaria disposto a entrar na festa, ao contratar ex-profissionais do The Onion para a criação de seu próprio “império intergalático de mídia“; já o Twitter também está abordando uma estratégia parecida com o do Google, com alguns usuários dos Estados Unidos vendo manchetes destacadas em suas timelines. Ontem, dia 14/03 o assunto em destaque foi a morte de Stephen Hawking.

Em nota, o Twitter confirmou os testes e disse que destacar notícias de última hora faz parte da filosofia da rede social, considerando o perfil do usuário que usa a plataforma para se informar rapidamente, com outras notas encadeadas e servirá como uma extensão da função Happening Now, que por enquanto só funciona por lá e é voltada a destacar destaques esportivos.

De qualquer forma, todo mundo está se coçando para não perder o bonde na notícia e fazer uma grana ao mesmo tempo.

Fonte: Bloomberg.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Profissional de TI auto-didata, blogueiro que acha que é jornalista e careca por opção. Autor do Meio Bit e Portal Deviante, podcaster/membro fundador/Mestre Ancião do SciCast e host/podcaster do Sala da Justiça.

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