Fotojornalista egípcio é condenado à morte por cobrir protesto anti-governo

Eu adoro aquelas pesquisas onde sempre colocam o Brasil como um  dos piores locais do mundo para se viver em diferentes temas. O pessoal da lacração fofinha acha que viver por aqui é osso e o sofrimento é gigantesco. Como o pessoal que divulgou a extrema crueldade que é para um adolescente prestar o vestibular. Bem, vamos esquecer esse povo e focar nos locais onde viver é realmente complicado e desenvolver as mais corriqueiras atividades pode ser fatal.

Vejam o caso de Mahmoud Abou Zeid. Ele é um fotojornalista que vive no Egito. Ele está preso desde 2013 por estar presente em uma manifestação antigoverno na Praça Rabaa al-Adawiya do Cairo. Segundo a organização  repórteres sem fronteiras  Mahmoud, que é conhecido na internet como Shawkan, estava cobrindo a manifestação para a agência britânica  Demotix. Ele foi preso em 14 de agosto de 2013 e permaneceu preso sem acusações ou julgamento até março de 2016.

Agora vem a cereja do bolo. Como os protestos ocasionaram mortes, a promotoria do Cairo pediu para Shawkan, e outros 700 indivíduos que foram presos na mesma ocasião, a pena de morte (enforcamento). Algumas das acusações incluem assassinato, tentativa de assassinato e serem membros de uma organização proibida chamada Irmandade Muçulmana.

Segundo o repórteres sem fronteira “buscar a pena de morte para um fotógrafo que simplesmente cobriu uma manifestação da oposição é um castigo político, não um ato de justiça. O único crime de Shawkan estava tentando fazer seu trabalho como fotógrafo. Ele deve ser libertado imediatamente.”

Segundo a organização, o Grupo de Trabalho da ONU sobre Detenção Arbitrária considerou arbitrária a prisão de Shawkan. Eles emitiram um relatório indicando os detalhes da prisão e prisão do fotojornalista. Eles também apontam que o Egito é classificado em 161º em 180 países no Índice Mundial de Liberdade de Imprensa . Em sua declaração, eles pediram a libertação imediata e incondicional de Shawkan.

Infelizmente esse é um risco que todo repórter corre ao cobrir conflitos em regiões “complicadas” do planeta. Fica aqui a nossa torcida para que o fotógrafo seja liberado, mas acho que o pior ainda pode acontecer.

Fonte: DPReviewReporters Without Borders, DIY

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Autor: Gilson Lorenti

Geógrafo de formação e fotógrafo de coração, comecei a fotografar com 18 anos de idade (antes disso nunca tinha pegado uma câmera na mão). Depois de muito estudo veio a carreira profissional que passou por várias modalidades da fotografia até realmente descobrir o que gosto de fazer. Hoje me dedico ao ensino de fotografia, fotografia Fine Art e Books Fotográficos (gestante, moda, sensual). Tomando emprestado as famosas palavras de Ansel Adams "Quando as fotografias não forem mais suficientes, me contentarei com o silêncio".

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