Warren Spector critica violência gratuita nos games

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Na semana passada aconteceu a tão alardeada reunião entre Donald Trump e membros da indústria de games, e confirmando o que eu já imaginava, o presidente dos Estados Unidos e sua turma foram preparados para tentar desmoralizar os jogos eletrônicos. Já no início os organizadores do evento deixaram claro suas intenções, quando foi exibido um vídeo que mostrava diversas cenas super-violentas de alguns jogos. Confira:


The White House — Violence in Video Games

Para quem está nesse meio há muito tempo, cenas como essas são relativamente comuns, com o trailer montado pelo pessoal da Casa Branca nem chegando a impressionar. Porém, há pelo menos um desenvolvedor que se sentiu incomodado com as imagens. Seu nome? Warren Spector.

Usando sua conta no Twitter, o game designer conhecido por jogos como Wing Commander, System Shock, Deus Ex e Epic Mickey posicionou-se contra a maneira como a violência é representada de forma crua e gratuita em alguns jogos.

Eu não acredito que os jogos causem comportamento violentos. Nem por um segundo. Contudo, o clipe de jogos mostrados na Casa Branca na quinta-feira é simplesmente repugnante. Cada tomada é de um mau gosto colossal e todos associados a esses jogos deveriam ter vergonha de si mesmos. Eles nos machucam.

Logo depois Spector tentou se defender de acusações de que ele mesmo já surfou nesta onda e um exemplo citado foi o Deus Ex. No jogo podíamos por exemplo matar crianças, possibilidade que ele espera que as pessoas tenham evitado e da qual ele não se orgulha de ter incluído no FPS. Além disso, ele afirmou que se puder, nunca mais fará um jogo onde teremos que matar outra pessoa.

Na visão de Warren Spector, o grande problema nem estaria na violência em si, mas na maneira gráfica como ela tem sido representada ultimamente e como em muitos casos não temos como evitá-la. Ele citou como exemplo o título em que está trabalhando atualmente, o System Shock 3. Sem incentivar o jogador a agir como um assassino, será possível jogar sem termos que recorre a conflitos e quando eles acontecerem, não veremos tripas e sangue voando para todos os lados.

Alguns poderão criticar o game designer por ter passado do tom, outros dirão que tudo isso é frescura, que outras mídias mostram a mesma coisa de forma até mais chocante e ele mesmo admitiu que deveria ter pensado mais antes de falar. De qualquer forma, acho que o assunto merece ser discutido e o parabenizo por ter tido a coragem de se posicionar de uma forma que poucos fariam. É muito fácil uma pessoa da indústria ir às redes sociais atacar aqueles que são contra violentos, num corporativismo que muitas vezes só serve para polarizar a discussão e por isso acho que o Spector merece ser ouvido.

Fonte: PC Gamer.

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Autor: Dori Prata

Pai em tempo integral do pequeno Nicolas, enquanto se divide escrevendo para o Meio Bit Games, Techtudo e Vida de Gamer, tenta encontrar um tempinho para aproveitar algumas das suas paixões, os filmes, os quadrinhos, o futebol e os videogames. Acredita que um dia conseguirá jogar todos os games da sua coleção.

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