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ESRB colocará ordem nas microtransações nos games (ou quase isso)

Órgão norte-americano responsável pela classificação etária de games anuncia que indicará na embalagem quando um jogo conta com microtransações, mas será isso o suficiente para acalmar os consumidores?

2 anos atrás

loot-box

Nos últimos meses temos visto um acalorado debate sobre as microtransações e loot boxes nos jogos eletrônicos e com alguns políticos norte-americanos propondo que os títulos que se valem desta prática deveriam receber algum tipo de imposto, a Entertainment Software Rating Board (ESRB) decidiu entrar na discussão.

Responsável por fazer a classificação etária dos games no país, o órgão anunciou que passará a incluir etiquetas nas embalagens dos títulos que contarem com microtransações e outras vendas adicionais. Com essa atitude eles esperam alertar os consumidores sobre quais títulos possuem passes de temporada, moedas virtuais ou as tão odiadas loot boxes.

Os pais saberão quando um jogo possui ofertas para os jogadores comprarem conteúdos adicionais,” explicou a presidente da ESRB, Patricia Vance. “Aumentaremos os nossos esforços para educar os pais sobre as ferramentas de controle à sua disposição para gerenciar os gastos in-game antes das crianças apertarem o ‘Start’.

Para isso a entidade lançou o ParentalControl.org, site onde encontramos tutoriais que explicam como configurar diversos videogames para que compras sem autorização não sejam feitas ou que possamos controlar o tempo que nossos filhos passam jogando.


ESRB — The Control Is In Your Hands

O problema aqui é que estamos falando de uma associação que foi criada na década de 90 com a ajuda de várias gigantes do ramo, então é evidente que ela vai lutar para defender os seus parceiros. No caso, seriam editoras que tem usado e abusado das microtransações, algumas vezes liberando itens nos games de forma aleatória e o que para muitos funciona da mesma forma que os caça-níqueis dos cassinos.

Sobre isso, Vance disse que “a ESRB já declarou publicamente que não considera as loot boxes como um jogo de azar,” o que pode ser interpretado como “pode até ser jogo de azar, mas nós não consideramos.” Para ela, as caixinhas deveriam ser comparadas a pacotes de figurinhas, onde existe um elemento de surpresa e sempre recebemos alguma coisa. A executiva seguiu defendendo a prática ao dizer se tratar de “um recurso opcional que nos permite adquirir itens virtuais para serem utilizados no próprio jogo”.

Como estamos falando de uma prática relativamente nova na indústria, ainda deverá rolar muitas discussões em torno dela e acredito que o próprio mercado encontrará o seu caminho. Para ser sincero, não me incomodo muito com microtransações ou loot boxes, mas desde que isso não interfira na jogabilidade como um todo. É profundamente irritante saber que um sujeito possui um equipamento melhor que o meu apenas por ter um bolso mais fundo, mas se o que ele conseguiu graças as suas gastanças foi apenas um roupa diferente ou um acessório cosmético, não dou a mínima.

Fonte: Engadget.

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