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Rumor — Windows 10 S é rebaixado de produto dedicado para uma opção do SO principal

O Windows 10 S pode estar com os dias contados: rumores indicam que a Microsoft pretende exterminar o sistema operacional dedicado, transformando-o em um modo dentro do Windows 10; usuários poderão migrar, mas com ressalvas.

2 anos atrás

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O Windows 10 S nasceu como uma aposta da Microsoft para soluções compactas e acessíveis. Ele é uma versão do Windows 10 que suporta apenas aplicativos desenvolvidos na Universal Windows Platform (conhecidos como apps Modern), ou convertidos através da plataforma Centennial. Como forma de concorrer com o Chrome OS e os baratos e acessíveis Chromebooks, Redmond ofereceu um produto fechado que rodaria em notebooks baratos, não sendo disponibilizado diretamente. Claro que ele foi incluído no caro Surface Laptop, mas custando US$ 999 ele é ponto fora da curva.

A intenção da Microsoft era colocar no mercado dispositivos baratos, a a partir de US$ 189 rodando Windows e dessa forma incentivar os desenvolvedores a pegarem seus softwares Win32/.NET e convertê-los para UWP, assim o sistema contaria com programas diversos principalmente para os estudantes, o público-alvo. A linha Chromebook, ao menos nos Estados Unidos dominou o cenário com produtos baratos e que agora, rodam apps do Android livremente e o que não falta é software compatível.

Só que ao que tudo indica a Microsoft não gostou dos resultados. Segundo o jornalista de tecnologia Paul Thurrott, a empresa considera exterminar de vez o Windows 10 S e passar a oferecê-lo como um “modo S” dentro do Windows 10 tradicional, presente nas versões Home e Enterprise. Os usuários do Windows 10 S Home poderão migrar para o 10 Home gratuitamente, enquanto os que possuem o 10 S Pro terão que desembolsar US$ 49 para pular de vez para o 10 Pro. Por fim, segundo o site Neowin o Windows 10 Enterprise também receberá o “modo S”.

Este modo funcionaria da mesma forma: uma vez ativo ele tranca o sistema e não permite o uso e instalação de apps Win32/.NET, apenas a execução de apps UWP e o download de softwares somente através da Windows Store. Curiosamente há indícios de que o modo também permita a execução de antivírus, provavelmente o nativo do Windows para o combate de pragas pré-instaladas quando o “modo S” estiver desligado; por outro lado, caso o laço seja afrouxado para soluções de terceiros, o que julgo improvável a segurança em torno do modo poderia muito bem ir para a vala.

Aparentemente os números do Windows 10 S não eram ruins: retirando o Surface Laptop da equação, a companhia informa que 60% dos usuários permanecem na versão mais modesta do sistema sem migrar para as mais completas; dos que fazem a migração, 60% o fazem nas primeiras 24 horas mas 83% dos que não fazem o upgrade na primeira semana mantêm o 10 S por tempo indeterminado. O mais curioso é que o Windows 10 S fez com que parceiros comoSUS, Acer, Dell, Samsung, HP, Fujitsu e Toshiba lançassem laptops pequenos e baratos, o que alguns chamaram de “a segunda vinda dos netbooks”.

O que vai acontecer agora? Caso os rumores se confirmem e como os laptops dos fabricantes parceiros são em sua maioria vendidos para instituições escolares (há disponibilidade para o usuário final, mas bem menor; o SO não é vendido sozinho), a Microsoft tem obrigação de orientar os usuários sobre o fim do Windows 10 S e orientar adequadamente sobre a migração para a versão completa do Windows 10 (o que se mostrará um problema para quem tem o 10 S Pro, a menos que eles possam pular para o Home de graça), desde que essas mesmas máquinas o suportem. Afinal não será muito legal o aluno de repente descobrir que o computador barato que usa para estudar ficou com um sistema pesado demais para suas configurações. E nem todo mundo sabe instalar Linux.

Fonte: Thurrott.

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