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A Harley-Davidson elétrica da Scarlett cairá na estrada mais cedo do que o esperado

Harley-Davidson promete que sua primeira moto premium elétrica, que pode ou não ser aquela que a Viúva Negra usou em Os Vingadores: A Era de Ultron será lançada oficialmente daqui a 18 meses, dois anos antes do previsto.

1 ano e meio atrás

Num mundo onde Elon Musk anda fazendo miséria com a Tesla, ainda há quem diga que uma moto elétrica não faz o menor sentido. Eu fui um desses, ainda mais quando a Harley-Davidson anunciou em 2014 a LiveWire, um protótipo com autonomia de apenas 85 km e que cometia a heresia de limar o ronco do motor, sendo quase que totalmente silenciosa.

Ainda assim a Harley batia no peito que a LiveWire seria um produto final, ainda que levasse um tempo. Primeiro, ela fechou uma parceria com a Disney/Marvel e a jogou na mão da Viúva Negra (na verdade a dublê Sarah Vignot, que adorou a motoca), que fez miséria com ela em Os Vingadores: A Era de Ultron. A cena de perseguição foi um dos pontos altos de película e a LiveWire foi bem aceita, pois como ela seria um veículo da S.H.I.E.L.D. aceitar uma moto que não faz barulho foi bem mais fácil.

Peixe vendido, a Harley tratou de ser comedida e informou aos interessados que a LiveWire ainda precisaria ser MUITO refinada, principalmente para resolver a terrível limitação de suas baterias para então ganhar as ruas. A previsão inicial é que ela só seria lançada oficialmente em 2021, de modo que ela não perdesse nada em performance e autonomia para suas primas beberronas de combustíveis fósseis.

Só que os planos mudaram, e para a melhor. A Harley anunciou na última terça-feira (30) um aumento no investimento de tecnologias para veículos elétricos e embora não tenha dado nome aos bois, informou que "um novo modelo" será lançado oficialmente dentro de 18 meses. Ou seja, veremos muito provavelmente a LiveWire ou uma derivada, mais refinada nas concessionárias a partir de julho de 2019, se nada der errado.

Matt Levatich, presidente da Harley-Davidson disse no comunicado que embora o motociclismo elétrico ainda esteja em sua infância (eu diria que nem saiu do berço, mas enfim), os modelos premium de sua empresa ajudarão a impulsionar o mercado e tornar a vertente de motos não-polentes mais populares. Claro, resta saber qual será a autonomia do tal modelo a ser lançado, que precisa ser pelo menos em torno de 150 e 160 km com uma carga para as coisas começarem a ficar interessantes. Ainda assim, é bom termos alguém investindo nisso.

Fonte: Digital Trends.

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