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NSA está com problemas em manter seus hackers felizes e empregados

A NSA está com um problema sério: não estão conseguindo reter talentos. Ou seja: os jovens hackers não querem trabalhar para o Tio Sam, ou quando topam, não ficam muito tempo. Pior, não há o que fazer, pois o descontentamento tem a ver com salário e burocracia, duas coisas que a NSA não tem como mudar.

2 anos atrás

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Em países decentes serviço público não é a festa que é no Brasil, e a remuneração é sempre abaixo da iniciativa privada. Pilotos da Força Aérea ganham uma fração de um piloto comercial, por exemplo. Mesmo assim são carreiras que o sujeito segue por dedicação, patriotismo ou para começar. A Força Aérea literalmente paga pro sujeito aprender a pilotar.

O problema é que algumas categorias são estrategicamente importantes para o mercado, e a competição se torna desleal. Uma dessas são os hackers da NSA, a Agência Nacional de Segurança dos EUA. Eles eram um celeiro de gênios matemáticos, afinal não é difícil oferecer um salário mais atraente do que uma universidade, mas com a proliferação das Ciências da Computação, isso agora é um problema.

Entre 2015 e 2017 eles perderam centenas de hackers, engenheiros e cientistas. A grande maioria dos trabalhos hoje é suprida por empresas contratadas, a NSA cada vez mais terceiriza mais, mesmo não gostando disso. Um júnior em uma dessas terceirizadas, se for um pucta júnior, tem salário anual de US$ 200 mil ou mais. Na NSA isso é salário de cargo de chefia.

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Hoje a NSA terceiriza mais de 21.000 posições, o que é inaceitável, é mais uma camada de burocracia e possível falha de segurança Snowden cof cof. Só que não tem jeito. Millennials não têm nenhum incentivo para preencher as vagas da Agência. Paga mal, a moralidade deles é dúbia em um mundo sem guerra fria ou inimigos claros e a burocracia interna é um inferno. É, afinal de contas, uma grande repartição pública.

A saída é arrumarem emprego nas terceirizadas, onde ao menos pagam bem, mas mesmo assim há 270 mil vagas na indústria de cybersegurança nos EUA, especialmente na relacionada com governo. As perspectivas de preencher essas vagas são mínimas, e apesar de terem todo o apoio de Pequim, não acho que planos de terceirizar essas vagas pra China sejam muito populares.

Fonte: Washington Post.

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