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Microsoft: Gênio ou Gênio do Mal?

10 anos atrás

Uma das melhores formas de ganhar dinheiro é descobrir um nicho inexplorado e ser pioneiro. Pode ser uma variação geográfica de algo inexistente, como uma nova mina de Ouro, ou uma revolução tecnológica, como o Petróleo.

Raramente vemos inovações do segundo tipo, mas desta vez talvez sejamos testemunhas oculares da História, no melhor estilo Repórter Esso.

A idéia é enganosamente simples: Já repararam que ninguém cobra para ser indexado pelo Google? Só que conteúdo é a BASE do valor agregado do Google, não importa indexar bem se você não tiver o que indexar. As pessoas querem esse conteúdo de qualidade bem indexado.

Então... que tal quem tem esse conteúdo passar a vender o direito de indexação?

A proposta envolve a Microsoft e a News Corp, o mega-complexo editorial de Rupert Murdoch, uma espécie de filho do Assis Chateaubriand com Roberto Marinho, Cidadão Kane, Lex Luthor e Satã. As empresas de Murdock vão da Fox News ao Wall Street Journal, ele é um magnata da mídia como há muito não se via. E odeia a Internet.

Diz com todas as letras que os sites de indexação roubam seu conteúdo, são parasitas, etc.

O acordo com a Microsoft seria algo que preencheria essa necessidade de remuneração; A Empresa do Dr Ballmer pagaria uma fortuna pelo direito exclusivo de indexação dos sites da News Corp. Só de TV a cabo são 18 canais.

Assim quem quisesse conteúdo noticioso do grupo, teria que procurar no Bing. De uma hora para outra o serviço do Google News perderia muito de seu apelo.

A idéia é genial. A quem pertence o conteúdo dos sites de notícias? à News Corp. Ela não tem o direito de usar uma regra no robots.txt indicando quem deve indexar seus sites? Muitos blogs fazem isso e banem robôs de portais que não dão retorno, ou consomem muito recurso para pouco link, como o Yahoo.

A alteração não afetará quem acessa os sites via RSS, ou diretamente. Mexerá apenas no tráfego via buscador. O Google por sua vez não é uma ONG, está lucrando e muito com o conteúdo indexado. O racional é que os sites lucram com a visitação que o Google manda, mas em um ambiente capitalista outro player está oferecendo a visitação MAIS uns caraminguás.

Pela primeira vez o conteúdo de busca deixa de ser um bem comum e se torna um produto. O site de busca deixa de ser escolhido apenas pela qualidade da busca, mas também pelo material indexado.

Vai pegar? Não sei. É uma idéia maligna? Talvez. É uma idéia genial? Com certeza.

De tudo isso só sei de uma coisa: Acabou a brincadeira, os jogadores profissionais entraram em campo. Mais uma faceta inocente da Internet MOR-REU.

Fonte: Guardian

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