Snapdragon 670 suportará especificações de ponta em smartphones intermediários premium

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A Qualcomm está determinada a permitir que os smartphones intermediários de 2018 sejam tão poderosos quanto os top de linha de 2017: vazaram as primeiras especificações do Snapdragon 670, seu próximo SoC para modelos mid-high e suas capacidades são impressionantes, dando suporte a telas Quad HD, mais memória RAM e câmeras mais potentes.

O primeiro a compartilhar as informações acerca do novo chip de meio-termo da Qualcomm, destinado a suceder o Snapdragon 660 foi o blogueiro e YouTuber alemão Roland Quandt, que assim como nosso velho conhecido Evan “evleaks” Blass costuma soltar informes precisos, provavelmente por ter contatos privilegiados junto aos fabricantes. O que surpreendeu todo mundo foi a possibilidade da Qualcomm ter chutado bastante alto com um SoC voltado para aparelhos que não são premium, visto que a plataforma SDM670 trará suporte a displays com resolução Quad HD (2560 × 1440 pixels), de 4 a 6 GB de RAM LPDDR4X, 64 GB de armazenamento via memórias Flash eMMC 5.1 e câmeras de até 22,6 megapixels (principal) e 13 MP (selfie).

Em suma, há o potencial de vermos monstrinhos de bolso (não Pokémons) bastante potentes no mercado a partir de 2018 com preços convidativos. Sabe-se que ele será um hexa-core com dois núcleos Kryo 360 de alto desempenho e quatro de melhor eficiência e segundo rumores, será fabricado seguindo o novo processo de litografia de 10 nanômetros da Samsung.

Vale lembrar que o Snapdragon 670 chega para substituir o chip embarcado no suposto sucessor do BlackBerry KEYone, no Mi Note 3 e nas versões mais potentes do ZenFone 4, e suas características o posicionaram como um Snapdragon 835 de entrada; logo teremos a mesma relação entre o novo chip e o poderoso Snapdragon 845, que deverá equipar os principais Androids de ponta em 2018, como o LG G7 (contamos com isso) e versões dos Galaxies S9 e Note9; este inclusive suportará telas com resolução 4K.

Claro que é preciso ir devagar com o andor: não há garantias de que os fabricantes farão uso de tais componentes em modelos mais modestos, mesmo adotando o Snapdragon 670 e caso o façam, as chances destes smartphones acabarem chegando mais caros às lojas são grandes (acredito neste como o cenário mais provável); ainda assim é bom saber que temos a chance de ver os modelos mais modestos cada vez mais potentes, algo muito longe da performance pífia dos dispositivos mais modestos de outrora.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Profissional de TI auto-didata, blogueiro que acha que é jornalista e careca por opção. Autor do Meio Bit e Portal Deviante, podcaster/membro fundador/Mestre Ancião do SciCast e host/podcaster do Sala da Justiça.

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