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Ubisoft cria unidade dedicada ao desenvolvimento de inteligência artificial

Ubisoft mostra que está dedicada a melhorar a inteligência artificial dos games e cria a La Forge, unidade dedicada ao assunto. O detalhe é que mesmo áreas não ligadas a jogos eletrônicos poderão se beneficiar dos estudos.

50 semanas atrás

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Há algum tempo eu venho acreditando que embora o avanço na parte visual dos games seja algo muito bacana, servindo inclusive como uma dos principais formas de propaganda, o campo onde os jogos eletrônicos mais precisam evoluir é na inteligência artificial. Até devido a tentativa de representar experiências cada vez mais reais/naturais, é necessário que o comportamento dos NPCs melhore muito e uma empresa que tem se dedicado a fazer isso é a Ubisoft.

Lá em 2011 o CEO da companhia francesa já defendia que este campo poderia ser o próximo grande salto dado pela indústria e quando recentemente eles anunciaram um projeto para decifrar hieróglifos, tivemos o primeiro indício de que a experiência da Ubi poderia acabar beneficiando outras áreas. O que não sabíamos era que eles estavam mirando em algo muito maior.

Batizada como La Forge, a iniciativa criada pela empresa funcionará como um braço exclusivamente dedicado ao aperfeiçoamento da inteligência artificial e engana-se quem imaginar que aquilo que sair de lá será implementado apenas nos games.

Formada por funcionários da Ubisoft e por acadêmicos, a unidade iniciou os estudos com uma versão em menor escala da São Francisco criada para o Watch Dogs 2. Nela foram jogados carros controlados pela inteligência artificial, para que aprendessem a se comportar em um ambiente urbano e isso poderá ser utilizado por cientistas que estejam trabalhando no desenvolvimento de veículos autônomos.

Começamos há um ano e meio com um funcionário, agora estamos trabalhando com seis universidades. Em paralelo temos, eu diria, 10 projetos no forno, envolvendo alguns dos 50 funcionários da Ubisoft e 15 estudantes,” explicou Yves Jacquier, chefe do projeto La Forge e que continuou: “quando você cria esse tipo de IA (de carros autônomos), é difícil imaginar como ela se comportará em todos os cenários possíveis. A ideia é usar a engine para auditar e criar cenários que você poderia não ver na vida real, porque poderia ser muito difícil ou antiético — como envolvendo pedestre e assim por diante.

Além disso, a La Forge também pode trazer melhorias para outras situações, como por exemplo ajudar a combater comportamentos tóxicos em comunidades online ou até fazer com que o caminhar e movimento de NPCs pareçam mais realistas, o que consequentemente pode contribuir para o desenvolvimento de robôs e próteses.

Como quase tudo nesta área, a unidade ainda está num estágio bem inicial de desenvolvimento e o risco aqui é que tanto a Ubisoft quanto os cientistas envolvidos eventualmente percam o interesse pela brincadeira. Por outro lado, se não demorar muito para a La Forge mostrar resultados interessantes, pode ser daí que finalmente sairá a grande revolução que os games tanto precisam ou até mesmo um grande salto para a inteligência artificial como um todo.

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