A boa notícia é que minhocas podem sobreviver no solo marciano…

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Mark Watney estava no caminho certo. O maior pirata de Marte usou esterc… — digo fez… — nah, bosta mesmo pra fertilizar o solo e plantar batatas. Experimentos aqui na Terra confirmaram que em solo marciano simulado esse tipo de fertilizante funciona.

Não que seja novidade, por milhares de anos excremento, humano ou animal é usado como fertilizante, mas agora uma pesquisa da Universidade Wageningen, nos Países Baixos foi além.

Eles plantaram várias culturas — centeio, beterrabas, tomates e outros usando solo vulcânico do Havaí, muito semelhante ao marciano, e uma sopa de esterco de porco como fertilizante. O resultado foi excelente.

A outra descoberta foi de igual importância: não só o solo marciano é viável para bactérias, depois de introduzidas com o esterco, como ele é viável para… minhocas.

Elas são essenciais para quebrar a matéria orgânica que sobra das colheitas, colocando-a de volta no ciclo alimentar, onde os dejetos das minhocas são processados por bactérias e viram nutrientes para as plantas.

Isso significa que nossas futuras plantações Marte serão bem mais saudáveis e produtivas, com ajuda de minhocas que viajarão aonde nenhum anelídeo jamais esteve. O único senão, é que expor minhocas a um ambiente com muita radiação pode ter efeitos imprevisíveis.

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Fonte: Space Daily.

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Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e promover seus últimos best-sellers O Buraco da Beatriz, Calcinhas no Espaço e Do Tempo Em Que A Pipa do Vovô Subia.

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