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EA está sendo processada pelo Sindicato de Atletas de SP

SAPESP entra com ação coletiva contra a Electronic Arts e espera receber até R$ 50 milhões de indenização por a empresa supostamente ter utilizado imagens de jogadores sem a devida autorização.

2 anos atrás

fifa

Um dos maiores trunfos da série FIFA em relação ao seu concorrente é a enorme quantidade de clubes e jogadores representados no jogo, mas quando se trata do futebol brasileiro a coisa é bem diferente. Por aqui desde 2015 o jogo da EA Sports tem vindo sem clubes e/ou atletas reais, tudo para evitar que os mesmos acionem a empresa na justiça por terem suas imagens utilizadas sem o consentimento.

No entanto, parece que todo o cuidado tomado pela empresa não foi suficiente e por isso o Sindicato de Atletas de São Paulo (SAPESP) iniciou uma ação coletiva onde cobra uma indenização de R$ 50 milhões da Electronic Arts. Caso eles obtenham sucesso, a intenção é ressarcir jogadores que tiveram, segundo a entidade, suas imagens utilizadas de forma indevida.

De acordo com a ação, são mais de 4 mil aparições irregulares espalhadas por 20 versões da franquia, abrangendo desde 2004 até 2017. Alguns desses casos são de aparições repetidas em diferentes versões do FIFA e conforme explicou Leonardo Laporta, advogado que representa o sindicato, a ação pede R$ 20 mil para cada jogador, além do salário que ele recebia na época em que o jogo foi publicado.

Um detalhe importante é que embora a entidade represente apenas os atletas do estado de São Paulo, uma ação parecida deverá ser feita para aqueles que jogam em Goiás, Bahia, Santa Catarina e Minas Gerais. Já no caso da ação que está correndo, ela desconsidera jogadores que já haviam entrado na justiça anteriormente, como Wellington Paulista, Camilo e Vanderlei, que tiveram decisões favoráveis e receberão entre R$ 5 mil e R$ 10 mil.

Por mais que essas pessoas estejam no seu direito, confesso que fico um pouco ressabiado com essa atitude. Pelo o que conheço dos sindicatos de atletas que temos por aqui, eles estão muito mais preocupados em faturar do que defender os direitos dos seus participantes e isso fica bem claro quando os próprios são incapazes de negociar a inclusão dos jogadores nos games.

Na Europa quem faz isso é a FIFPro, mas se por aqui órgãos como a SAPESP são incapazes até mesmo de lutar para que os atletas tenham uma temporada com um limite de partidas humanamente aceitável (o Flamengo poderá disputar 84 jogos este ano, quando um clube europeu poucas vezes passa de 60), como esperar que eles consigam negociar os direitos de imagens para jogos de videogame? Mais fácil esperar e depois tentar tirar alguns milhões de um gigante, não é mesmo?

Enfim, a verdade é que se eu já não tinha esperança de tão cedo voltar a jogar com clubes brasileiros no FIFA e uma notícia como esta só deverá deixar a EA ainda menos interessada no nosso poderoso Brasileirão (viu? Nem nome comercial nosso campeonatinho possui).

Fonte: Globo Esporte.

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