Aceite, as microtransações vieram para ficar

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Nada tem sido mais debatido na indústria de games ultimamente do que as microtransações e enquanto alguns acreditam que a polêmica envolvendo as loot boxes do Star Wars Battlefront II poderá significar o início do fim para esta prática, o faturamento vindo dela mostra justamente o contrário.

O qua ajuda a reforçar esta sensação é um estudo realizado pela empresa SuperData, que após analisar os números dos jogos free-to-play para PC, constatou que se em 2012 essa indústria movimentava US$ 11 bilhões, neste ano deverá fechar em US$ 22 bilhões. E para tornar o número ainda mais impressionante, eles descobriram que quando se trata da venda direta de games (tanto de PC quanto de consoles), o aumento neste período foi bem mais modesto, indo de US$ 5 bilhões para US$ 8 bilhões.

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Como podemos ver no gráfico divulgado com o relatório, a projeção é de que o faturamento com as microtransações continue crescendo nos próximos anos, mas numa proporção bem menor. Assim, a estimativa é de que as vendas em títulos F2P chegue a US$ 25 bilhões em 2022 e se considerarmos que hoje em dia muitos jogos estão adotando essa tática, poderíamos até esperar mais.

O Battlefront II é o filho mais novo de uma nova e incômoda crescente dor para a indústria de jogos,” diz o documento publicado pela SuperData. “Caminhando sobre uma fina linha entre aumentar a oferta de conteúdo, o engajamento (e é claro, o faturamento) e alienar os jogadores, o experimento com as microtransações teve sucessos e falhas. Embora os jogadores estejam reclamando por as editoras estarem monetizando excessivamente os conteúdos adicionais para os jogos, eles continuam suportando a monetização baseada em serviço com suas carteiras.

A empresa sugere então que, devido a impopularidade das microtransações, pode chegar o momento em que as editoras reduzirão o preço cobrado pelos seus lançamentos, preferindo não correr o risco de perder as vendas com a maior fatia deste bolo.

O fato é que a indústria de games está passando por um momento importante, mas enquanto continuarmos vendo o faturamento com as microtransações e loot boxes crescendo, temos que aceitar que você pode não gostar da prática, eu posso não gostar, mas ela continuará existindo. E para ser sincero, não culpo as editoras de games por isso.

Fonte: Games Industry.

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Autor: Dori Prata

Pai em tempo integral do pequeno Nicolas, enquanto se divide escrevendo para o Meio Bit Games, Techtudo e Vida de Gamer, tenta encontrar um tempinho para aproveitar algumas das suas paixões, os filmes, os quadrinhos, o futebol e os videogames. Acredita que um dia conseguirá jogar todos os games da sua coleção.

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