Acredite se quiser: o Spotify está testando a venda de produtos cosméticos

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A cantora Maggie Lindemann será a primeira a participar do “experimento” tocado por Spotify e Pat McGrath Labs

Pouca gente sabe, mas o Spotify não comercializa apenas música por streaming. Desde 2014 ela oferece a artistas a possibilidade de vender produtos de merchandising dentro da plataforma, de camisetas a meias a outros penduricalhos. A parceria com o Merchbar foi expandida em 2016, de modo que a quase totalidade dos artistas possam vender suas coisinhas para seus fãs através de suas páginas no serviço.

Ainda assim esta era até então uma iniciativa para vender produtos ligados diretamente aos músicos, não para ganhar uma graninha com produtos de terceiros através de acordos contratuais. Só que isso está para mudar e de uma forma inusitada: através de um acordo entre o Spotify e a Pat McGrath Labs, uma das maiores grifes de produtos cosméticos do planeta o serviço de streaming passará a oferecer itens menos ligados à musica, como maquiagens e outros itens similares.

A estratégia não veio de graça: o serviço sueco vive no vermelho (só no ano passado ela registrou prejuízos de US$ 568 milhões) e precisa urgentemente fazer dinheiro, e poucas coisas no mundo fazem grana fácil, rápida e de forma líquida e certa como cosméticos. Pat McGrath, dona da grife e considerada a melhor maquiadora do planeta é uma adição forte, pois sua linha de produtos figura entre os melhores do mercado.

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Pat McGrath, dona da marca que leva seu nome e considerada pela Vogue a maquiadora mais influente do mundo

O projeto está sendo encarado com um experimento, e a primeira a emprestar sua imagem para a venda de uma coleção exclusiva disponível apenas no Spotify será a cantora norte-americana Maggie Lindemann. Ela usará seu nome para vender itens como lápis de olhos, paletas com sombras e outros utensílios de maquiagem e dependendo da resposta do público, inevitavelmente outros artistas (e marcas) farão o mesmo.

Claro que não veremos o Spotify virar uma quitanda, com todo mundo vendendo de tudo porque espera-se um mínimo de qualidade e direcionamento, além de evitar abusos de espertinhos ser algo essencial para não afugentar os usuários e causar o efeito esperado inverso. A campanha é oportuna para Lindemann, que está divulgando seu álbum novo, para o Spotify que poderá criar um efeito de retroalimentação e para McGrath, que poderá atingir um público que normalmente não consumiria seus produtos.

A única coisa que resta saber é se essa aposta vai dar certo; por se tratar de um experimento bastante limitado há pouco a perder e no caso do Spotify, não é como se ele já não estivesse numa situação financeira ruim.

Fonte: Forbes.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Profissional de TI auto-didata, blogueiro que acha que é jornalista e careca por opção. Autor do Meio Bit e Portal Deviante, podcaster/membro fundador/Mestre Ancião do SciCast e host/podcaster do Sala da Justiça.

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