Lockheed Martin vai desenvolver laser aéreo para a SHIELD

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LASERs são brinquedos legais. Proposto por Einstein em 1917, foi algo bem mais complicado do que a bomba atômica, e o primeiro laser de verdade só foi criado em 1960, por Theodore H. Maiman. Hoje, acha-se em qualquer camelô, e quase todo equipamento militar importante depende de um laser.

Eles são usados primariamente como sensores e fontes de sinal para fibras ópticas: sem lasers, adeus pings decentes com os EUA. Satélites? Einstein bateu pé, disse que com satélite geoestacionário o ping não baixou de 240 ms e tá decidido.

Sempre se sonhou em lasers como armas, mas partir pro pew pew pew é complicado. Assim como Ruby, lasers não escalam. Durante o programa Guerra nas Estrelas nos anos 80 uma das propostas de lasers orbitais para combater enxames de mísseis soviéticos envolvia lasers de raios-x cuja fonte de energia seria uma… detonação nuclear.

Um dos programas de weaponização de lasers foi o YAL-1A, um avião que destruiria mísseis balísticos em fase de lançamento. O problema é que a energia necessária era imensa, e o equipamento todo ocupou um 747 inteiro.

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No final a idéia era boa e funcionou mas em condições reais precisariam que o inimigo avisasse com antecedência onde e quando faria o lançamento e também ajudaria se mantivesse o espaço aéreo desimpedido.

Hoje lasers estão bem mais compactos. Teoricamente ainda em testes, na prática já estão discretamente instalados em navios, capazes de destruir drones, mísseis e idiotas em barcos gritando allah ackbar.

CNN — Watch the US Navy’s laser weapon in action

Claro que ainda não são os lasers de verdade que a gente vê na ficção, levam vários segundos para aquecer o alvo o suficiente para causar danos, e isso talvez não seja tão eficiente contra um avião, mas mesmo assim o Laboratório de Pesquisas da Força Aérea dos EUA esta investindo US$ 26,3 milhões especificamente em lasers instalados em caças.

Parte do programa Self-protect High Energy Laser Demonstrator (SHiELD), eles querem que até 2021 um laser esteja instalado e testado em um caça. Provavelmente na faixa de 60 kW a 100 kW, que já dá pra fazer um estrago. Este laser aqui por exemplo tem 10 kW:


ArmedForcesUpdate — US MILITARY unveils ADVANCED ANTI MISSILE LASER made by Lockheed Martin

Quem já perdeu uma DSLR porque apontou a câmera pra um laser em um show sabe como CCDs são sensíveis. Agora imagine um laser desses atingindo isto:

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Com uma rede de fibras ópticas é possível ter uma unidade geradora e vários pontos de emissão, permitindo que alvos sejam engajados dos mais diversos ângulos, meio como a Enterprise do Picard disparando os phasers:

Esse tipo de armamento pode mudar completamente as táticas de combate, um avião dedicado poderia criar um verdadeiro escudo protegendo toda uma área de mísseis e artilharia antiaérea, engajando dezenas de alvos ao mesmo tempo.

Até o pessoal do outro lado começar a usar lasers também, aí vai ficar divertido.

Fonte: New Atlas.

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Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e promover seus últimos best-sellers O Buraco da Beatriz, Calcinhas no Espaço e Do Tempo Em Que A Pipa do Vovô Subia.

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