Desenvolvedores finalmente pagarão para usar AK-47 em jogos

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De todas as armas do vasto arsenal soviético, nada era mais lucrativo que o Avtomat Kalashnikova, modelo 1947. Mais comumente conhecido como AK-47, ou Kalashnikov. É o fuzil de assalto mais popular do mundo. Uma arma que todos os combatentes amam. Uma elegantemente simples amálgama de aço forjado e madeira compensada. Ele não quebra, engasga ou superaquece. Vai atirar se estiver coberto de lama ou cheio de areia. É tão simples que até uma criança pode usar, e elas usam. Os soviéticos colocaram a arma em uma moeda. Moçambique colocou em sua bandeira. Desde o fim da Guerra Fria o Kalashnikov se tornou o maior produto de exportação dos russos. Depois vem vodca, caviar e escritores suicidas. Uma coisa é certa: ninguém estava fazendo fila pelos carros deles.”

As sábias palavras de Nicholas Cage no excelente documentário O Senhor Das Armas deixam claro o ícone que é o AK-47, a arma preferida do inimigo, como todo mundo que estudou em Heartbrake Ridge ou jogou um CSzinho sabe.

O que quase ninguém sabe é que até hoje o uso da AK-47 em videogames era algo nebuloso. Alguns jogos não a identificam, outros usam modelos e o nome da arma, mas o fabricante não tem qualquer recompensa financeira ou direito de veto.


Forgotten Weapons — Kalashnikov vs Sturmgewehr!

Chega a ser irônico uma arma com mais de 100 milhões de unidades produzidas, uma parte razoável disso piratas, gerar preocupação em videogames mas dinheiro é dinheiro e uma mudança na classificação da marca finalmente vai permitir que a AK-47, e sua irmã mais moderna, a AK-74 cobrem licença de uso em games.

O primeiro se chama Caliber, um FPS desenvolvido por uma firma russa. Eles estão trabalhando com a Kalashnikov para produzir uma versão o mais realista possível, inclusive em detalhes como o tempo de trocar de carregadores.

Irão eles atrás das outras softhouses? Isso encarecerá os jogos na Rússia? E no resto do mundo? Ninguém sabe, mas é provável que expandam o licenciamento, é questão de negociar, e pouca gente tem mais poder de convencimento que um dos maiores fabricantes de armas do mundo.

Fonte: Russia Today.

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Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e promover seus últimos best-sellers O Buraco da Beatriz, Calcinhas no Espaço e Do Tempo Em Que A Pipa do Vovô Subia.

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