Nova campanha da Apple turbina downloads da App Store [Bônus: preços dos iPhones no Brasil]

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A Apple mudou a estratégia de promoção dos apps de destaque na App Store: antes, quando ela recomendava um app ou game ela oferecia o mesmo gratuitamente, caso ele fosse um software pago; isso serviu para aumentar a popularidade de diversos produtos e aqueles que se beneficiavam de microtransações e in-app purchases tiveram um maior alcance, e claro que isso se reverteu em mais dinheiro para a maçã.

Só que com o iOS 11 a Apple deixou de fazer caridade: hoje, independente de ser um app ou um game o produto apenas é destacado na App Store e caso seja pago, continuará o sendo. Muita gente reclamou, mas a verdade é que a maçã não tem a obrigação de dar nada a ninguém e joga com a realidade de que seus consumidores são muito mais propensos a pagar pelos apps que utilizam, algo que ainda não é verdade no Android por uma série de fatores (da cultura dos usuários a pirataria desenfreada, entre outros).

Muita gente pensou que o tiro da Apple sairia pela culatra, mas o que se provou foi justamente o contrário: de acordo com uma pesquisa recente da Apptopia desde que a nova lojinha de apps do iOS entrou no ar, a quantidade de downloads e compras entre os donos de iPhones e iPads atingiu números estratosféricos. No geral apps tiveram um boost no número de 1.747%, sendo um aumento de 2.033% em apps gratuitos e 321% de pagos. Games a mesma coisa: 963% dos grátis, 430% dos pagos e 792% no total.

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O aumento do número de downloads foi muito maior durante a semana, tendo registrado um influxo de 2.172% entre apps e 860% de games, ainda que as aquisições no fim de semana também tenham registrado um acréscimo nos números considerável. O motivo é simples: a Apple tem destacado grandemente quais são os apps e games que ela recomenda todos os dias, diferente dos tímidos banners do antigo layout da App Store e mesmo que ela tenha deixado de dar apps pagos de graça, para os usuários agora é muito mais simples ver as indicações e comprá-los/baixá-los.

As recomendações da Apple também são bem planejadas: ela indicou o app de streaming da CW a tempo do início das novas temporadas de suas séries (Flash, Arrow, Supergirl e Legends of Tomorrow), o que é uma jogada muito esperta; no entanto a Apptopia tem criticado a Apple porque o novo formato de recomendações tem privilegiado os grandes players (soluções de companhias como Starbucks, CBS, NBC, EA, Glu Mobile e Microsoft já foram promovidas) e jogado os desenvolvedores independentes para escanteio, o que sendo bastante sincero faz sentido: não é mais interesse da maçã promover os pequenos e sim maximizar os ganhos, e games e apps dos maiores parceiros, principalmente os recheados com microtransações terão prioridade porque irão retornar mais dinheiro: toda e qualquer transação in-app reverte 30% da grana para a Apple, logo por que focar em vendas individuais dos indies?

No fim das contas, não só a Apple não vai mais oferecer almoço grátis como está ganhando ainda mais dinheiro com a nova App Store, e não há previsão de que tal estratégia mude.

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Bônus: supostos preços dos iPhones 8, 8 Plus e X no Brasil

O site MacMagazine recebeu de fontes consideradas seguras os possíveis valores dos iPhones 8, 8 Plus e X no mercado brasileiro. Há de convir que tais preços seriam apenas placeholders, ou seja, uma base de quanto eles poderão realmente vir a custar por aqui; embora não sejam definitivos, os valores estão bem distantes da maluquice que alguns jornalistas andaram espalhando por aí semanas atras.

Isso posto, vamos aos preços:

  • iPhone 8 de 64 GB: R$ 3.999,00
  • iPhone 8 de 256 GB: R$ 4.799,00
  • iPhone 8 Plus de 64 GB: R$ 4.599,00
  • iPhone 8 Plus de 256 GB: R$ 5.399,00
  • iPhone X de 64 GB: R$ 5.999,00
  • iPhone X de 256 GB: R$ 6.999,00

Em comparação aos valores de lançamento dos iPhones 7 e 7 Plus, os preços iniciais do 8 e do 8 Plus deram uma boa inflada como todos os outros smartphones nos últimos dois anos. A bem da verdade as versões de 64 GB estão bem próximas dos preços praticados pela Samsung com o Galaxy S8 e o Galaxy Note8; já o iPhone X seria o ponto fora da curva conforme o esperado, visto que ele não é barato nem lá fora (US$ 999 e US$ 1.149).

A inconsistência reside no fato de que a diferença de preço devido a maior capacidade é de R$ 1 mil nos modelos de ponta e R$ 800 na linha 8/8 Plus. Apesar do iPhone X ser um aparelho ultra premium, memória é memória e não deveria custar mais caro e por causa disso, os valores podem mudar até o lançamento oficial no dia 3 de novembro; a pré-venda começará na sexta-feira, dia 27 de outubro e aí então teremos acesso aos valores oficiais. Aguardemos.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Profissional de TI auto-didata, blogueiro que acha que é jornalista e careca por opção. Autor do Meio Bit e Portal Deviante, podcaster/membro fundador/Mestre Ancião do SciCast e host/podcaster do Sala da Justiça.

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