TVs OLED: agora vai?

Para encurtar a história: não, não vai.

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TV AMOLED de 15 polegadas (Crédito: TechOn)

Há anos tenho uma Sony WEGA de 21″. Ótima imagem, ótimo som… mas usá-la para assistir “O Senhor dos Anéis” é, no mínimo, frustrante. Por muito tempo, repeti como um mantra aos amigos que compravam TVs de plasma ou LCD: “…bobagem… em poucos anos as TVs OLED estarão no mercado, a um preço muito competitivo, com qualidade de imagem incomparável e vocês terão que jogar fora as que comprarem hoje…”.

Um adendo: se você esteve em Marte nos últimos anos, não sabe que telas OLED (Organic Light-Emitting Diode) consomem pouco, são finíssimas e permitem um nível de contraste (a diferença de brilho entre o preto e o branco) elevadíssimo.

Como paciência tem limite, a minha se esgotou. Apesar de promissora, a tecnologia tem se mostrado mais complexa (de se produzir) que o esperado, para telas grandes (uma TV de 11’’ custando US$ 2.500,00; ? Não, obrigado).

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Para piorar, a estimativa da indústria é que telas OLED só serão mais baratas que as de LCD daqui a uns sete anos! Nem os maias aguardariam tanto. Enquanto a data não chega, a LG planeja colocar à venda para o Natal deste ano um modelo de 15″, com resolução de 1366 × 768 pixels e brilho de 450 cd/m². Para 2011, a previsão é colocar à venda modelos de 30″, chegando às 40″ no ano seguinte. No entanto, as palavras do Vice-Presidente de Marketing, Won Kin alertam: “…painéis OLED de 40″ serão muito caros em 2012, mas os colocaremos no mercado…”.

Com a evolução das vendas e da tecnologia, em 2016 o custo de uma TV OLED deverá, finalmente, chegar ao patamar de uma TV LCD.

Entretanto, como já disse, minha paciência se esgotou. Com a tecnologia de “LED Backlight” da Samsung, as TVs de LCD chegaram a um nível de contraste/brilho/gama de cores muito bom, compensando o investimento. Só não confunda “OLED” com “LED Backlight” (ou simplesmente “LED”, que é como o Departamento de Marketing gosta de chamá-las): são TVs LCD, mas o que produz o brilho para a tela são diodos LED, que consomem menos energia que a tecnologia anterior (CCFL) e produzem uma luz mais branca.

Fonte: TechOn.

Autor: Marcellus Pereira

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