Grupo SoftBank pretende investir US$ 880 bilhões em empresas de tecnologia

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Masayoshi Son, presidente e CEO do Grupo Softbank

O SoftBank é um dos maiores grupos de investimentos do mundo e seu presidente e CEO Masayoshi Son não tem medo de gastar, desde que isso se reverta em obviamente mais dinheiro. Em 2016 o grupo adquiriu a ARM por US$ 32 bilhões e neste ano comprou a Boston Dynamics do Google por um valor não revelado; mais recentemente ele abriu um fundo chamado Vision Fund, onde injetou ¥ 10 trilhões (cerca de US$ 88 bilhões) voltado a empresas de tecnologia. Só que segundo o executivo isso nem de longe é o bastante.

Em entrevista, o CEO do SoftBank revelou que o grupo irá “expandir a escala (de dinheiro) rapidamente” e que nos próximos dez anos investirão um montante dez vezes maior: ¥ 100 trilhões ou US$ 880 bilhões. E não, isto não é um typo.

Son diz que as fases dois, três e quatro da rodada de investimentos serão estabelecidas a cada dois ou três anos e ajustes estão sendo feitos para que o grupo de investimentos seja plenamente capaz de injetar toda essa grana no tempo hábil. Apesar de absurdo essa agilidade e valores altos é justificada, pois especula-se que cerca de um terço da fase um do Vision Fund (cerca de US$ 29,33 bilhões) já foi consumido.

O foco do Grupo SoftBank é injetar essa grana em novas empresas de tecnologia e Internet das Coisas, provavelmente para alinhá-las a sus recentes aquisições. No entanto Masayoshi Son não se tornou o homem mais rico do Japão por acaso, investir em startups com ideias promissoras que não passam de vapor não desperta seu interesse. A nova rodada de investimentos será voltada para companhias com produtos reais e operações já em funcionamento, o que significa que uma vez tendo acesso ao fundo poderão dar retorno quase que imediatamente. O executivo não deseja aportar ideias de longo prazo e sim fazer com que esses US$ 880 bilhões se multipliquem rapidamente e de forma segura.

O dinheiro obviamente não virá do bolso de Masayoshi Son, ao menos não todo: o Vision Fund contou com parceiros de grande porte, desde companhias como a Apple como o governo da Arábia Saudita, e não deverá ser diferente desta vez. O executivo não revela quem está envolvido nessa nova rodada, mas é provável que ele tenha algumas cartas na manga para convencer seus novos parceiros da mesma forma que dobrou Tim Cook e a família real saudita, afinal de dinheiro todos gostam e as condições que ele ofereceu devem ser definitivamente tentadoras. É esperar para ver.

Fonte: Nikkei Asian Review.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Profissional de TI auto-didata, blogueiro que acha que é jornalista e careca por opção. Autor do Meio Bit e Portal Deviante, podcaster/membro fundador/Mestre Ancião do SciCast e host/podcaster do Sala da Justiça.

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