Apple é processada por roubar nome Animoji de app da App Store

animoji

Não é de hoje que a Apple apronta das suas quanto a uso de marcas alheias. Os próprios nomes “Iphone” e “IOS” (dessa forma mesmo, o único mérito da maçã foi a segunda letra maiúscula em vez da primeira, como no iPod) originalmente não lhes pertenciam, eram propriedade da Cisco e ela os afanou na cara dura, o que lhe rendeu um belo processinho que foi acertado por fora, com a Apple comprando as marcas por, acredita-se, um valor bem alto.

A prática normal da Apple quanto a nomes é de não ligar se um nome já foi registrado, ela se apropria indevidamente caso ele não seja original e deixa os processos legais correrem, e não é difícil que o departamento de marcas da empresa saiba quando um nome já tem dono. Mesmo assim, se ele for considerado minimamente atraente ele será surrupiado sem dó e os afetados que se virem com a justiça. É o que aconteceu agora com a monster Inc., uma pequena desenvolvedora dona da marca… Animoji.

Para quem não lembra, durante a apresentação do iPhone X a Apple revelou um novo recurso que utiliza o sistema de reconhecimento facial do smartphone para criar emojis animados, com sua voz e expressões. Embora seja uma perfumaria simples, o Animoji é um recurso que por si só será utilizado como diferencial para justificar os mil dólares que o dispositivo compra, só que o nome em si (bem óbvio, por sinal) já tinha dono e mais, trata-se um app disponível na própria lojinha da maçã para iPhone e iPad.

Na página do app nota-se que o Animoji original, cuja função é “animar mensagens de texto” existe a pelo menos três anos, visto que não é atualizado desde setembro de 2014:

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Enrique Bonansea, o nome por trás da emonster Inc. afirma que a Apple sabia muito bem que o nome Animoji lhe pertencia não apenas por se tratar de um app, ainda que simples disponível no iOS mas porque segundo ele, empresas recentemente tentaram comprar a marca (ele juntou os pontos e concluiu que se tratavam de representantes da Apple) e ele os mandou pastar. Só que sem muita surpresa Cupertino utilizou o nome mesmo assim, esperando que o desenvolvedor invocasse o processinho (cuidado, PDF) como de fato o fez. O processo ainda menciona que a Apple, muito malandramente questionou a patente de marca de Bonansea, tentando invalidá-la de modo a tomar o nome na mão grande, o que não conseguiu fazer.

Obviamente que a pendenga entre a Apple e a emonster se resolverá fora dos tribunais, com a primeira despejando um caminhão de dinheiro em cima de Bonansea mesmo com ele dizendo que pretende forçar a maçã a abandonar a marca, afinal é um app que não é atualizado a três anos; ainda assim, não deixa de ser um papelão desnecessário.

Fonte: The Recorder (paywall) via Apple Insider.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Profissional de TI auto-didata, blogueiro que acha que é jornalista e careca por opção. Autor do Meio Bit e Portal Deviante, podcaster/membro fundador/Mestre Ancião do SciCast e host/podcaster do Sala da Justiça.

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