Austrália quer permitir que bêbados usem carros autônomos

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Um dos motivos que me faz querer um carro autônomo é poder ir a festas, encher a caveira, me arrastar pro bando de trás e falar “KITT, vamos pra casa”, acordando no dia seguinte pensando em quanto tempo a poça de vômito irá corroer o assoalho até chegar nas baterias. 

Infelizmente isso ainda não é possível, não só pela tecnologia ou minhas ridículas condições financeiras, mas pelo simples fato que é ilegal um bêbado andar sozinho em um carro, mesmo 100% autônomo.

Isso deriva da legislação um tanto arcaica que rege os automóveis, na maioria dos países as regras para veículos autônomos são complementares, inclusive você precisará ter carteira de motorista mesmo que não dirija seu Tesla.

Agora a Austrália está tentando ser pioneira, e quer consertar sua legislação. Por enquanto ela é tão confusa que se um pudim de cachaça estiver em um carro autônomo com um sujeito sóbrio mas o sóbrio não estiver dirigindo, é ilegal.

A mudança na legislação entretanto não é tão simples. Conhecendo bêbados, e se há algo que a Austrália conhece são bêbados, é no mínimo temerário colocar um sujeito encachaçado em um carro e confiar que ele irá deixar o bicho dirigir.

Talvez seja preciso desenvolver tecnologia que identifique o grau de alcoolismo do sujeito e o impeça de dirigir, se for o caso. Como isso será visto pelos motoristas, eu realmente não sei. Prevejo muitos carros na manutenção depois que um sujeito calibrado no suquinho do capeta tentou arrancar os fios do painel e fazer uma ligação direta para dirigir o próprio carro.

Como a matéria no Drive sugere, se a legislação não for mudada inevitavelmente algum engraçadinho vai ser parado por beber uma cerveja enquanto anda em um carro autônomo, vai alegar que não estava dirigindo e uma imensa cara e desnecessária batalha legal decidirá o destino dos cachaceiros motorizados.

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Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e promover seus últimos best-sellers O Buraco da Beatriz, Calcinhas no Espaço e Do Tempo Em Que A Pipa do Vovô Subia.

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