1 em 4 homens considera a possibilidade de fazer sexo com um robô

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Antigamente, quando reinava a moral e os bons costumes e a Família não era ameaçada por idéias subversivas os casais faziam amor de forma totalmente natural. Um dia um grupo de insatisfeitos decidiu que a natureza não era boa o bastante e introduziu equipamentos tecnológicos para “aprimorar” o sexo. Isso aconteceu pelo menos 28 mil anos atrás.

Desde então boa parte do talento e do tempo dos humanos vem sendo dedicado à criação de acessórios e apetrechos de cunho sexual. As boas e velhas bonecas infláveis cederam lugar às RealDolls, que por sua vez foram deixadas para trás pelas incríveis bonecas quase robôs japonesas (NSFW, cuidado, não clique).

A possibilidade de robôs interativos é cada vez mais real, muitos já consideram como inevitável, e as pessoas estão levando a sério a idéia. O interessante é que elas estão mais receptivas e acostumadas. Alguns anos atrás publicamos uma pesquisa onde 9% dos homens americanos considerava a sério a idéia de fazer sexo com um robô.

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Agora uma pesquisa do site YouGov revelou que esse número já atinge a casa de 24%. Mesmo entre as mulheres, ironicamente usuárias da imensa maioria de acessórios eróticos, já aprovam em 9% o conceito de furunfar com um robô, embora eu ache que na cabeça delas está mais pra Rodrigo Santoro do que R2D2. Apesar dos acessórios desse último.

Outro dado interessante da pesquisa é que enquanto 37% dos homens não consideram traição fazer sexo com um robô, 36% das mulheres se sentiriam traídas se encontrassem o companheiro com a boca na botija, ou seja lá qual o nome da interface da fembot.

Isso ainda vai dar muito pano pra manga, imagine então em mais uns 50 anos, quando uma robôa for basicamente igual a uma Cilônia Cáprica 6?

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BATTLESTAR GALACTICA — Pictured: Tricia Helfer as Number Six — SCI FI Channel Photo: Justin Stephens

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Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e promover seus últimos best-sellers O Buraco da Beatriz, Calcinhas no Espaço e Do Tempo Em Que A Pipa do Vovô Subia.

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