Resenha — Extinct

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Extinct é uma série para qual muita gente mal-acostumada com Star Trek e Game of Thrones vai torcer o nariz, pois não tem dragões, efeitos especiais caríssimos e cenários exuberantes. Só que em nenhum lugar está escrito que é preciso gastar milhões e milhões para contar uma boa história.

A série começa com um cardume de nanomáquinas reconstituindo um corpo humano em um lago, partindo do zero, usando os elementos presentes no ambiente. O sujeito já aparece até com roupa (convenhamos, é trivial) e quase se afoga. Chega na margem, é recebido por um drone que parece ter custado dezenas de dólares e o horário de almoço de um estagiário da ILM, mas não nos liguemos nisso.

O sujeito tem lembranças de quem é, mas não como foi parar ali. Logo surge outro cara no lago, e uma mulher. O drone diz que os levará a um acampamento. Eles todos se lembra da Invasão Alienígena, mas cada um lembra de um tempo diferente, para um estavam no começo, para outros bem mais adiante.

Aos poucos vamos, nós e os personagens, descobrindo o que aconteceu. O drone guarda o DNA e os padrões cerebrais de várias pessoas, e as nanomáquinas podem reconstruí-las. Estão 400 anos no futuro, a Humanidade foi extinta e a função deles é repovoar a espécie.

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Três manés no deserto, é o que deu pra fazer com a verba.

Antes de chegar no acampamento são atacados por um sujeito que não é mais humano, tem um parasita alienígena brilhante na nuca. Ele é subjugado, mas como nossos heróis são bonzinhos, deixam o cara vivo.

Chegando no tal acampamento descobrem que por causa do orçamento apertado os outros humanos estão mortos. e os drones não são a inteligência por trás de tudo.

A história, escrita por Orson Scott Card, que também é produtor da série consegue avançar a cada episódio, inclusive na parte da comunicação. Os drones se comunicam com os humanos, mas não conversam com os Aliens do Bem, são considerados apenas ferramentas então a comunicação entre eles é unidirecional.

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Não, não tem grana pra consertar a sombra do sujeito na pós, tá achando que isso aqui é Game of Thrones?

Os humanos percebem que eles também são ferramentas, mas não têm escolha a não ser colaborar.

Está bem nebuloso ainda o objetivo dos Aliens do Bem, os Aliens do Mal já sabemos que infectam humanos, muitas vezes de forma consentida, humanos também criados com as nanomáquinas mas que fugiram do acampamento. Para piorar Abraham acha um bloco de anotações, abandonado por mais de 100 anos, todo manuscrito… com sua letra.

Extinct é humilde mas é limpinha, não tem pretensões que não consegue cumprir, e se sustenta no texto. São 10 episódios nesta primeira temporada, passando no canal que você também nunca ouviu falar BYUtv. Os oito primeiros já foram liberados e estão na locadora do Paulo Coelho, os dois finais serão exibidos em conjunto dia 19 de novembro.


Extinct 4th Official Trailer: Survival

Cotação: 3/5 Jaclyn Hales, pra ninguém dizer que não capricharam na verba pra adereço de cena.

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Autor: Carlos Cardoso

Entusiasta de tecnologia, tiete de Sagan e Clarke, micreiro, hobbysta de eletrônica pré-pic, analista de sistemas e contínuo high-tech. Cardoso escreve sobre informática desde antes da Internet, tendo publicado mais de 10 livros cobrindo de PDAs e Flash até Linux. Divide seu tempo entre escrever para o MeioBIt e promover seus últimos best-sellers O Buraco da Beatriz, Calcinhas no Espaço e Do Tempo Em Que A Pipa do Vovô Subia.

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