Apple revela datas de lançamento do iOS 11, watchOS 4, tvOS 11 e macOS High Sierra

Passado o burburinho do keynote da Apple em que ela revelou uma série de novos dispositivos, agora convém verificar quando ou se o seu aparelho “velho e defasado” será devidamente atualizado para as novas versões dos sistemas da maçã. A empresa liberou nesta terça-feira as versões Golden Master (GM, as últimas para desenvolvedores antes da final para fins de refinamento e remoção dos últimos bugs) do iOS 11, watchOS 4, tvOS 11 e macOS High Sierra, bem como as datas finais para a liberação dos updates definitivos para todo mundo.

Vamos repassar as novidades, conferir as datas e quais iCoisas foram contempladas:

iOS 11

Algumas decisões de software para a nova versão do são móvel são curiosas, outras são bem-vindas. O iMessage por exemplo tomou vergonha na cara e vai sincronizar as mensagens com o iCloud, com espaço otimizado e criptografia de ponta a ponta. O espaço gratuito continua a mixórdia de de 5 GB mas como basta US$ 0,99 por mês para garantir 50 GB de armazenamento, isso não chega a ser um problema.

O Apple Pay ganha a opção de pagamento P2P, ideal para quem precisa enviar quantias para seus amigos e não quer depender de soluções de terceiros, e a Siri foi profundamente alterada para se parecer mais humana: a versão em inglês (masculina e feminina) recebeu novas opções para dizer uma mesma palavra em diversas entonações, o que em teoria significa que a conversação ficará com um aspecto menos robótico; além disso a assistente agora será capaz de traduzir áudio em tempo real (apenas em inglês, francês, espanhol, italiano e alemão por enquanto) e o devkit foi expandido e em breve ela poderá ser integrada a mais uma gama de aplicativos.

Outra novidade bem-vinda foi a liberação do NFC para desenvolvedores, antes restrito ao Apple Pay; agora os iPhones e iPads poderão fazer uso de outras funcionalidades que futuros e atuais apps possam vir a implementar, funcionando apenas no modo leitura e compatível com tags NFC 1 a 5. Muito bom para parear dispositivos inteligentes ou ler informações, mas você não poderá usar o recurso para transferir dados. A maçã não é tão benevolente assim.

No que tange a imagens a Apple introduziu um novo formato de compressão chamado HEIF, que segundo a empresa visa a criação oferecer a mesma qualidade com metade do espaço ocupado; é uma solução para administração de espaço e questões de qualidade, já que a exportação em JPEG permanecerá inalterada, sem maiores perdas.

Uma das grandes novidades é o ARKit, o SDK de desenvolvimento de conteúdo em Realidade Aumentada que resolve tudo por software, abrindo mão de câmeras e sensores especializados. Assim, qualquer iPhone ou iPad compatível com o iOS 11 poderá participar da brincadeira, reconhecendo ambiente e inserindo elementos virtuais. A jogada deu tão certo e já há tanto conteúdo disponível que o Google mudou seus planos para RA, deixando o Tango um pouco de lado e focando no ARCore, com os mesmos princípios do SDK da maçã.

O outro é uma remodelação do modo de operação do iPad de modo a torna-lo mais “ultrabook-like”: a introdução do Dock de apps e de um Gerenciador de Arquivos aliados a um teclado Bluetooth permitira donos dos modelos iPad, iPad Pro e iPad mini terem uma maior produtividade e essa era uma reclamação corriqueira, visto que o Android em tablets era bem mais flexível. A ideia aqui é não só tornar o iPad mais atraente para produtores de conteúdo como também desbancar os principais concorrentes, como o Galaxy Tab S3 da Samsung e a linha Surface da Microsoft.

Pois bem: o iOS 11 será lançado dia 19 de setembro e estes são os (muitos) dispositivos compatíveis:

  • iPhone 5s;
  • iPhone 6;
  • iPhone 6 Plus;
  • iPhone 6s;
  • iPhone 6s Plus;
  • iPhone SE;
  • iPhone 7;
  • iPhone 7 Plus;
  • iPad Air;
  • iPad Air 2;
  • iPad (5ª geração);
  • iPad mini 2;
  • iPad mini 3;
  • iPad mini 4;
  • iPad Pro 9,7″;
  • iPad Pro 10,5″;
  • iPad Pro 12,9″ (1ª geração);
  • iPad Pro 12,9″ (2ª geração);
  • iPod Touch (6ª geração).

Como anunciado anteriormente e repetido à exaustão, todos os iPhones e iPads com processadores de 32 bits são incompatíveis com o iOS 11 (os últimos a rodar o iOS 10 devidamente derrubados do telhado foram os iPhones 5 e 5c, além do iPad de 4ª geração); dessa forma, todos os milhares de apps que não cumpriram com as exigências de Cupertino a tempo não rodarão no novo sistema.

watchOS 4

A nova versão do sistema vai expandir as funções dos Apple Watches, com a Siri se tornando mais esperta e proativa: o mostrador trará dados úteis relevantes para o usuário dependendo de onde ele está, hora do dia, o que está fazendo e outras coisas. Ele imita as funções da tela de bloqueio do iOS e exibe notificações verdadeiramente úteis de modo até para justificar o investimento.

Para quem não quer tanta interatividade há outros tipos de novos mostradores animados, como um caleidoscópio e outros com personagens do filme Toy Story para fazer companhia à Mickey e Minnie, os únicos da Disney até então presentes.

Há remodelações relevantes nos apps Atividades (com suporte a novos achievements) e Exercícios, com menus mais intuitivos para as diversas atividades físicas do usuário. Destaque para a integração com equipamentos de companhias como Life Fitness e TechnoGym, para captar informações de esteiras, bicicletas ergométricas e aprimorar a experiência. E o app agora pode reproduzir músicas diretamente.

Apple Watch — Dear Apple

A Apple também focou bastante no monitoramento de sinais vitais, um dos pedidos dos usuários principalmente para esportistas e portadores de debilidades, desde arritmia cardíaca a diabetes infantil. O Apple Watch é capaz de acompanhar o ritmo cardíaco e inferir dados apurados quando detecta possíveis alterações no estado de saúde do usuário, e é capaz de se conectar e avisar parentes e quem de direito em situações de emergência.

Por fim, o app News (que não chegou ao Brasil) agora é compatível com o Apple Watch, o Música terá sincronização automática com a biblioteca do iPhone e exibição de capas em tela cheia, novo rearranjo de apps em pilhas e outras coisinhas, além de também ter acesso mais livre ao NFC para desenvolvedores (da mesma forma, apenas em modo leitura).

O watchOS 11 será liberado também no dia 19/09 para os usuários de Apple Watches de todas as versões, seja de primeira ou segunda geração.

tvOS 11

Vamos falar logo qual é a grande novidade sobre o sistema da Apple TV: finalmente a Amazon Prime Video foi integrada, no que pode ser entendido como Jeff Bezos estar precisando de mais dinheiro para fazer foguetes (não, o set-top não voltará a ser vendido na Amazon até porque são concorrentes diretos).

Em verdade a Apple TV, mesmo ganhando uma versão com 4K compatível com HDR10 e DolbyVision recebeu poucos aprimoramentos, mas alguns são bem interessantes: por exemplo, o emparelhamento automático dos AirPods que já era natural com Macs, iPhones e iPads (iPod quem?) passa a sê-lo também com a caixinha, o que na minha opinião foi um erro honesto (ou esquecimento mesmo). Agora, o sistema reconhecerá os fones automaticamente e bastará uma ação simples para migrar do som da TV para o acessório.

As outras decisões são mais cosméticas: a sincronização da tela inicial agora é relacionada à sua Apple ID, sendo compartilhada com mais de uma Apple TV que você tenha registrada em sua conta e atualização no app Computadores com um visual mais alinhado ao sistema, entre outras. Há melhorias para desenvolvedores também, como download de recursos em segundo plano de até 4 GB, suporte ao protocolo AirPlay 2 e ao codec HEVC (H.265) de compressão de vídeos, até para alinha-lo com o macOS High Sierra.

O tvOS 11 chega igualmente no dia 19/09 apenas para usuários finais que possuam a Apple TV de quarta geração, por ser a única que roda o sistema.

macOS High Sierra

A nova versão do macOS foca em desempenho e estabilidade, e por isso mesmo seu background foi todo repensado. Primeiro o sistema de arquivos padrão passa a ser o APFS (Apple File System), já presente no iOS e que permite uma sensível diferença no manuseamento de arquivos e velocidade de transferência. Uma demonstração de clonagem de vídeos por exemplo foi instantânea, contra um processo de 10 segundos no macOS Sierra.

Como dito antes o padrão de vídeos do High Sierra passa a ser o HEVC (H.265), ideal para renderização em 4K e HDR e muito mais otimizado do que o H.264, e com a vantagem de aceleração de hardware em modelos mais novos de MacBooks e iMacs. Os demais terão que se virar com renderização via software, que é muito mais custosa mas é o preço da evolução: não dá para fazer update de hardware retroativo (eu sei).

macos-high-sierra-002

A performance de GPU também foi repensada: o motor gráfico Metal 2 trará novas otimizações, suporte a Unity, Unreal Engine 4 e Realidade Aumentada, graças ao SDK do Steam VR que chegará em breve. Em suma o sistema ficou mais leve e poderoso, embora algumas versões de aplicativos possam não rodar: versões antigas do Final Cut e Logic da própria Apple são incompatíveis, o que levará alguns usuários a abrirem a carteira mais uma vez para não perderem funcionalidades.

O macOS High Sierra será liberado um pouco mais tarde, apenas no dia 25/09 para os seguintes modelos de Macs:

  • iMac: todos os produzidos a partir de 2009;
  • MacBook: dos modelos Late 2009 em diante, nova versão inclusa;
  • MacBook Pro: todos os produzidos a partir de 2010;
  • MacBook Air: todos os produzidos a partir de 2010;
  • Mac Mini: todos os produzidos a partir de 2010;
  • Mac Pro: todos os produzidos a partir de 2010.
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Autor: Ronaldo Gogoni

Profissional de TI auto-didata, blogueiro que acha que é jornalista e careca por opção. Autor do Meio Bit e Portal Deviante, podcaster/membro fundador/Mestre Ancião do SciCast e host/podcaster do Sala da Justiça.

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