Mi Mix 2, Mi Note 3 e Mi Notebook Pro: as novidades da Xiaomi

Em evento realizado na China nesta segunda-feira (11) a Xiaomi apresentou uma série de novidades para TV, computação e telefonia móvel mirando em todos os tamanhos e formatos de bolso, mas os destaques ficam mesmo para as duas estrelas Mi Note 3 e Mi Mix 2, seus novos smartphones de ponta.

E correndo por fora temos o Mi Notebook Pro, com um hardware similar aos notebooks premium por um preço bem mais atraente.

Comecemos pelo Mi Mix 2, de fato o que chama mais atenção graças a suas características únicas. O modelo anterior foi um dos primeiros aparelhos do mercado a investir num visual bezelless, com o display ocupando quase a totalidade da parte frontal do aparelho. Ainda que a realidade fosse bem diferente (as bordas eram maiores do que demonstrados nos mockups) a estratégia deu frutos, com companhias como LG e Samsung adaptando o formato em seus flasghips.

O Mi Mix 2 segue essa lógica, com um display um pouco menor: são 6 polegadas contra 6,4″ do Mi Mix original mas com resolução de 2160 x 1080 pixels, o que lhe confere uma densidade de pixels maior frente ao de 2040 x 1080 do modelo antigo (403 contra 362 ppi). Isso também lhe permitiu ser mais compacto, com medidas de 151,8 x 75,5 x 7,7 mm contra 158,8 x 81,9 x 7,9 mm e uma redução de peso de 209 para 185 g.

Por dentro o Mi Mix 2 continua matador: SoC Snapdragon 835 da Qualcomm, octa-core Kryo com quatro núcleos de 2,45 GHz, quatro de 1,9 GHz e GPU Adreno 540, 6 GB de RAM, 64, 128 ou 256 GB de espaço interno não expansível, câmera principal de 12 megapixels com estabilizador óptico de imagens de quatro eixos, autofoco com detecção de fase, Flash LED Dual-Tone, sensor Sony IMX386 de 1/2,9″ e pixels de 1,25 µm, HDR e capacidade de filmar em 4K a 30 fps, câmera selfie com 5 MP, leitor de impressões digitais, Dual-SIM, Bluetooth 5.0, BLE, NFC, A-GPS, GLONASS, BDS, bateria de 3.400 mAh, conector USB Type-C e Android 7.1 Nougat devidamente customizado. Tudo isso num corpo com uma traseira de cerâmica.

A Xiaomi não detalhou quando o Mi Mix 2 chegará às lojas chinesas, mas os preços já são conhecidos: a versão de 64 GB custará o equivalente a US$ 506, a de 128 GB US$ 552 e a de 256 GB, US$ 613. Há também uma edição especial com corpo todo em cerâmica, 8 GB de RAM e 128 GB de armazenamento que será comercializada por US$ 720.

Já o Mi Note 3 é um Mi6 avantajado, mas pela primeira vez não recebeu o mesmo SoC presente em seu primo (o Mi Mix 2 passa a cumprir essa função); ainda assim ele é um foblet de respeito: Snapdragon 660, octa-core Kryo com quatro núcleos de 2.2 GHz, quatro de 1.8 GHz e GPU Adreno 512, 6 GB de RAM, 64 ou 128 GB de espaço interno não expansível, display de 5,5″ com resolução Full HD (401 ppi), o mesmo conjunto principal de câmeras duplo com 12 MP presente no Mi6 (uma com 27 mm, abertura f/1,8; estabilizador óptico de imagens de quatro eixos e outra com 52 mm e abertura f/2,6) com HDR, Flash Dual-LED e que filma em 4K a 30 fps, câmera selfie de 16 MP e pixels de 2 µm para uma excelente resolução, leitor de digitais na parte frontal do dispositivo, Dual-SIM, Bluetooth 5.0, BLE, NFC, A-GPS, GLONASS, BDS, bateria de 3.500 mAh, conector USB Type-C e Android 7.1 Nougat.

Ainda que não seja um aparelho com bordas econômicas como é a tendência hoje, o Mi Note 3 é um aparelho leve (163 g) e bem maleável (152,6 x 74 x 7,6 mm).

Vamos aos preços: a versão de 64 GB de armazenamento custará o equivalente a US$ 383 e a com 128 GB na cor preta, US$ 444. Quem quiser a variação na belíssima cor azul metálica, disponível apenas com 128 GB terá que morrer em US$ 460. Ainda não há data de lançamento.

Já na categoria computadores temos o bem interessante Mi Notebook Pro, um produto claramente inspirado (ou kibado mesmo, o que achar melhor) no MacBook Pro da Apple. Embora ele tenha características visuais que o aproximem bastante do modelo da maçã, em teoria ele é mais poderoso: ele conta com versões equipadas com novos processadores Intel, o i5-8250U ou o i7-8550U, 8 ou 16 GB de RAM DDR4 e não faz uso de GPU integrada: ao invés disso a Xiaomi adotou a dedicada MX150 da nVidia, com 2 GB GDDR5 e que segundo a fabricante é quatro vezes mais poderosa que uma Intel Graphics HD 520. Ainda que isso não faça no Mi Notebook Pro uma máquina gamer, sem dúvida é uma adição bem-vinda e que vai resistir ao LoLzinho ou o Overwatch do fim de semana tranquilamente, ainda mais com os sistemas de som Dolby Atmos e de resfriamento duplo (Dual-Cooling).

Completa o conjunto um SSD PCIe M.2 de 256 GB, display de 15,6″ Full HD, duas portas USB-C, duas USB Type-A, uma saída HDMI, leitor de cartões SD, bateria de 60 Wh de longa duração e recarga rápida (de 0 a 50% em 35 minutos), trackpad com leitor de digitais integrado e Windows 10, tudo em um case de 1,95 kg e 360,7 x 243,6 x 15,9 mm.

O modelo básico, com processador Core i5, 8 GB de RAM e 256 GB de armazenamento chegará às lojas com um preço sugerido equivalente a US$ 858; já o com Core i7, 16 GB de RAM e 256 GB de espaço interno sairá por US$ 1.073. De novo, não há datas.

A parte chata: como a Xiaomi não possui planos de se instalar nos EUA ou de voltar ao Brasil tão cedo (e mesmo que o fizesse, a estratégia adotada seria a mesma de vender apenas os aparelhos de entrada por aqui), a única forma de colocar as mãos em um desses quando forem lançados é através de importação.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Profissional de TI auto-didata, blogueiro que acha que é jornalista e careca por opção. Autor do Meio Bit e Portal Deviante, podcaster/membro fundador/Mestre Ancião do SciCast e host/podcaster do Sala da Justiça.

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