CEO da Pokémon Company não acreditava no sucesso do Switch

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Embora eu ainda considere um pouco cedo para taxarmos o Nintendo Switch como um sucesso, o fato é que no Japão o console precisou de apenas 26 semanas para vender mais de 1,5 milhão de unidades, marca que o PlayStation 4 por exemplo só atingiu depois de 69 semanas desde o seu lançamento.

Com um início tão positivo, a expectativa é de que o aparelho tenha um desempenho comercial muito bom, mas nem sempre foi assim. Antes do videogame chegar às lojas muitos acreditavam que a Nintendo amargaria um novo fracasso e quem fazia parte deste grupo era Tsunekazu Ishihara. Ao conceder uma entrevista ao Bloomberg, o CEO da Pokémon Company falou sobre a previsão que fez à fabricante.

Disse à Nintendo que o Switch não seria um sucesso antes de ser posto à venda, porque pensava que na era dos smartphones, ninguém carregaria um console por aí. É óbvio que eu estava enganado. Eu percebi que a chave para o sucesso de um videogame é bem simples — jogos de alta qualidade levam à venda de hardware. O estilo de jogo pode ser flexível se o software for atrativo o suficiente.

 

Atualmente o Switch é popular entre os primeiros compradores e é preciso mais passos para atrair um público maior. Vejo mais potencial no Switch, mas não devemos superestimar o seu potencial.

Como disse lá no início que ainda considero cedo para cravarmos o sucesso do Switch, acho que nem preciso afirmar o quanto concordo com a última parte da declaração de Ishihara. É claro que devido as muitas marcas de peso que a Nintendo possui e a ideia de permitir que a pessoa jogue em qualquer lugar, o videogame tem tudo para vender bastante, mas acho estranho a empolgação de algumas pessoas que parecem considerar o aparelho como a coisa mais fantástica que já existiu.

Ranzinzices a parte, esse caso serve para ilustra o quão imprevisível pode ser a indústria de games. É claro que agora os profetas do apocalipse sumirão, mas até outro dia estava cheio de gente por aí decretando o fim da Nintendo, algo que talvez só não tenha sido mais previsto do que o fim dos consoles em si. Além disso, lembra quando diziam que não havia mais espaço para videogames portáteis? Pois de uma vez só a BigN mostrou que tem força para manter ambos.

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Autor: Dori Prata

Pai em tempo integral do pequeno Nicolas, enquanto se divide escrevendo para o Meio Bit Games, Techtudo e Vida de Gamer, tenta encontrar um tempinho para aproveitar algumas das suas paixões, os filmes, os quadrinhos, o futebol e os videogames. Acredita que um dia conseguirá jogar todos os games da sua coleção.

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