Primeiras TVs 8K da Sharp chegarão ao mercado europeu em 2018

Não duvide de um japonês obstinado, ainda mais se ele for um profissional da Sharp. A companhia tradicional, embora hoje pertença à Foxconn e esteja envolvida num imbróglio com uma “parceira” chinesa continua sendo uma empresa que prima pela excelência em seus produtos, principalmente no que diz respeito ao desenvolvimento de telas melhores e com mais resolução.

A Sharp vem demonstrando seus displays 8K ao menos desde 2014 mas o consenso é que as pesquisas de telas começaram MUITO antes disso, provavelmente junto com as de transmissão tocadas pela emissora estatal NHK e a Mitsubishi em 1994. A primeira exibição do formato foi feita em 2006, numa época em que quase ninguém possuía TVs de 1080p e 4K ainda era um sonho, e consumir conteúdo on the go era ainda um conceito alienígena visto que o iPhone só daria as caras no ano seguinte, sendo o responsável pelo boom dos smartphones com tela touch.

Hoje, mesmo lá fora a maioria dos consumidores ainda mantém TVs Full HD ao mesmo de resolução inferior, e apesar de já vivermos uma realidade em que o conteúdo em 4K não é mais um problema a parcela da população que migrou para os 2160p ainda é bem pequena. Em verdade, quando as novas TVs começaram a se popularizar o conteúdo ainda era um problema, mas com o tempo empresas e serviços de streaming começaram a se adequar.

Agora a Sharp pretende fazer todo mundo correr atrás mais uma vez: neste fim de semana a companhia anunciou uma nova linha de televisores da série Aquos 8K de resolução 4320p, com o modelo LC-70X500 de 70 polegadas (na foto acima, japinha não inclusa) sendo o carro-chefe. O preço ainda é totalmente inviável para a maioria dos mortais, equivalente a US$ 73 mil dólares mas essa não é a preocupação inicial dos japoneses. Como é de praxe o início é caro, mas com o tempo os preços se ajustam, hoje encontramos TVs 4K de boa qualidade por valores bem civilizados.

A Sharp tem planos bem ambiciosos, e pretende oferecer os aparelhos em larga escala para quem tiver grana o suficiente: elas chegarão à China já no próximo mês, no Japão em dezembro e em Taiwan em fevereiro de 2018. Porém a companhia confirmou que o mercado europeu terá acesso aos aparelhos na sequência, em março. Será a primeira região do ocidente a contar com um fornecimento regular de televisores de altíssima resolução; os Estados Unidos até seriam os próximos da lista, mas há a pendenga com a Hisense a ser resolvida.

Claro que há uma série de pontos negativos a levar em conta, além do preço. Primeiro, a quantidade de conteúdo disponível para o consumidor nesse novo formato tende a zero (monitores já existem, bem como games para PC compatíveis), e quando chegar ele será bem mais caro; segundo, quando olhamos para streaming há a questão da banda: cada vez mais operadoras estão matando planos ilimitados (no Brasil estão tentando) e vídeos em 4K já comem dados como loucos. 8K? Quatro vezes mais.

Logo, 8K é uma tecnologia maravilhosa e estonteante, mas permanecerá como uma curiosidade para poucos ricaços por um bom tempo. No entanto é bom que a Sharp saia na frente e promova o formato agora, o que é importante para aumentar a adoção por produtores de conteúdo e concorrentes. Assim, pode ser que daqui a cinco anos já tenhamos TVs de 4320p por preços acessíveis e conteúdo em quantidade aceitável.

Fonte: Sharp.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Profissional de TI auto-didata, blogueiro que acha que é jornalista e careca por opção. Autor do Meio Bit e Portal Deviante, podcaster/membro fundador/Mestre Ancião do SciCast e host/podcaster do Sala da Justiça.

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