Rumor: Google pode pagar US$ 3 bilhões à Apple para continuar como o motor de busca do iOS

Em 2012 o Google se viu em uma situação desagradável: a Apple abriu o leque de opções do motor de busca do iOS e do Safari no macOS para a Microsoft introduzir o Bing, e isso foi entendido como uma séria ameaça a seus negócios: a gigante pode ter uma série de produtos e dominar o mercado de smartphones, mas mais de 90% de sua renda bruta vem de buscas e logo, não estavam dispostos a dividir o bolo.

Na época se cogitou que o Google topou pagar uma suntuosa quantia anual à maçã para manter o Google Search como motor padrão, que giraria um torno de US$ 1 bilhão. A Apple não deu um pio, Mountain View também não mas para infelicidade de todos os termos do acordo vazaram em 2016 quando do processo movido pela Oracle por causa do uso do Java no Android. E vejam só, o valor pago em 2014 bateu direitinho com o mencionado pelas fontes quatro anos antes.

O motivo? Todo mundo gosta de dinheiro, a Apple faz caixa com um bilhãozinho por ano sem esforço e o Google continua dominando o mercado de busca. O usuário também ganha, com a parceria mantendo a experiência de uso que Cupertino tanto defende e oferecer o Bing como padrão seria menos que o ideal.

Só que o tempo passa, o tempo voa, a poupança Bamerindus não existe faz tempo e os preços, obviamente inflacionaram. Na época do acordo original estipulava-se que um terço da receita do Google de buscas realizadas em dispositivos móveis vinham de iPhones e iPads. Hoje, de acordo com estimativas da Bernstein, uma companhia de investimentos e seguros esse número já é de 50%. Um em cada dois smartphones ou tablets que fazem consultas utilizando o Google Search é um iGadget e por causa disso, a plataforma iOS se tornou vital para Mountain View.

Com a Apple tendo a faca e o queijo na mão, ela abusou: segundo análises a empresa pode pedir nada menos que US$ 3 bilhões para renovar o contrato com o Google por mais um ano, sob a mesma ameaça de adotar o Bing como padrão. E sendo sincero é quase certo que o acordo será fechado mesmo assim, temendo perder público e obviamente, muita grana.

Por outro lado o Google pode fazer uma jogada perigosa: recusar o acordo, deixar a Apple abraçar o Bing e contar com a fidelidade de seus usuários que mudariam as opções do Safari para voltar a usar o Google Search. É um movimento arriscado principalmente por permitir que os donos de iGadgets experimentem o serviço da Microsoft e claro, uma boa parte deles não vai alterar as configurações por uma série de fatores (preguiça inclusive).

Assim sendo, o Google pode ter que se obrigar a gastar muito dinheiro para não perder dinheiro. Já a Apple conta a grana como sempre: em caso positivo os US$ 3 bilhões responderiam sozinhos por 5% de sua receita operacional projetada para o ano fiscal de 2017.

Fonte: CNBC.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Profissional de TI auto-didata, blogueiro que acha que é jornalista e careca por opção. Autor do Meio Bit e Portal Deviante, podcaster/membro fundador/Mestre Ancião do SciCast e host/podcaster do Sala da Justiça.

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