LG vai promover um recurso matador para vender mais smartphones nos EUA: rádio FM

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Existe uma verdade que boa parte dos fabricantes de smartphones e principalmente as operadoras não querem que os consumidores saibam ou se lembrem: a grande maioria dos dispositivos móveis são também rádios FM. Provavelmente por alguma decisão do tipo “mal não vai fazer”, alguém implementou a tecnologia dos receptores e ela foi ficando, ficando e hoje praticamente todos os Androids os possuem.

Embora no Brasil boa parte dos smartphones que não um iPhone sejam compatíveis com rádio, nos EUA a coisa é diferente. As operadoras não têm o menor interesse em oferecer um canal com conteúdo variado e útil de graça, fabricantes idem. A Apple então tem tanta alergia a caridade que não implementou os receptores em seus dispositivos. Os demais são desativados sem cerimônia.

Há movimentos para matar o rádio analógico mas sendo sincero, essa é uma tecnologia que vai viver e muito. É simples, barata e funciona; rádios AM por sua vez estão entre os equipamentos mais rudimentares que existem, um rádio de galena nada mais é que um receptor que sequer usa energia graças às propriedades semicondutoras do mineral.

Só que em 2016 o número de smartphones compatíveis começou a aumentar, ao mesmo tempo que apps passaram a oferecer serviços de desbloqueio dos receptores. Tirando os iPhones, os tops da Samsung vem com o FM bloqueado e ambas as marcas lideram o mercado, com a LG bem atrás.

Só que ela pretende mudar esse cenário, oferecendo o rádio FM como um diferencial.

A companhia sul-coreana fechou uma parceria com o app NextRadio de modo a fornecer o recurso em seus futuros lançamentos no país, e muito provavelmente o V30 seria um dos primeiros agraciados com a “novidade”. O app funciona tanto com conexão de dados quanto via rádio (ele também está disponível para iOS) e no caso do Android, fazer uso do rádio tradicional com a conexão de dados ativa fornece alguns bônus como capas de álbuns, feeds e etc. Claro, se a conexão cair o ouvinte vai continuar utilizando o rádio normalmente.

Pode parecer uma estratégia boba, mas a LG vai mirar principalmente no bolso dos consumidores: segundo ela o rádio consome 3 vezes menos bateria e 20 vezes menos dados que o streaming, ainda que a qualidade do áudio seja inferior e não seja possível montar sua playlist. Por outro lado há quem ouça rádio via streaming (isso ou não haveriam apps do tipo para iPhone), logo há um mercado a ser explorado e a rival da Samsung decidiu vender o rádio FM para dar um boost em seus aparelhos.

É interessante ver que em tempos de streaming a altas velocidades, o rádio segue como uma mídia forte e ainda possui apelo suficiente para justificar tal investida da LG. Mais um exemplo de que ele não vai morrer tão cedo.


Queen – Radio Ga Ga (Official Video)

Fonte: Extreme Tech.

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Autor: Ronaldo Gogoni

Profissional de TI auto-didata, blogueiro que acha que é jornalista e careca por opção. Autor do Meio Bit e Portal Deviante, podcaster/membro fundador/Mestre Ancião do SciCast e host/podcaster do Sala da Justiça.

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