Google Wave: na crista da onda

Ontem a Google distribuiu milhares de convites para o Google Wave, e graças a um amigo, consegui um desses desejados passaportes para testar a maior novidade dos últimos tempos da última semana.

Mentira. Mais que um orkut da vida, ou um cliente do e-mail diferente, o Wave é algo realmente novo. Chamado por muitos como “o e-mail caso fosse criado hoje”, o novo produto da Google tem um quê de e-mail, mesmo, mas vai além – e se isso é bom ou ruim, só o tempo e os usuários é que dirão.

Quando via as imagens de divulgação do Wave, achava tudo muito bagunçado e confuso. Felizmente, essa impressão restringe-se às imagens de divulgação mesmo. Ao acessar o sistema, o look and feel clássico dos produtos da empresa de Mountain View dá o ar da graça, e mostra cinco painéis, bem posicionados e de visualização clara:

google-wave

Temos o bloco de navegação, que é, na prática, o menu principal, e os contatos do lado esquerdo. No centro, a lista de “waves”, algo como a lista de e-mails de qualquer cliente de e-mails. E, no lado direito, a wave que está selecionada/aberta.

Os painéis possuem controles de janela, como maximizar, minimizar e, no caso das waves, fechar. Isso ajuda a controlar o fluxo de informações e delimitar o foco. É possível, por exemplo, deixar uma wave ocupando toda a tela:

wave-aberta

As waves são uma mistura de bate-papo com e-mail. Pode-se criar quantas quiser, e, nelas, adicionar contatos para trabalhos colaborativos. Quem estiver online vê tudo acontecendo em tempo real. Tudo mesmo. Enquanto se digita, por exemplo, a outra pessoa vê as palavras se formando. A galera catadora de milho vai sofrer…

O esquema nas waves ainda é um pouco confuso, desordenado. É possível iniciar tópicos, ou responder mensagens de outros, só que as threads são de um nível só, o que deixa tudo meio bagunçado. Com dois cliques num local, dá para responder/acrescentar comentários inline, ótimo para complementar informações escritas pelos contatos, ou editar um comentário seu.

comentario-inline

Cada wave ainda aceita envio de arquivos, como imagens, e fica tudo centralizado/organizado na wave.

Um recurso bem legal é o playback, que refaz todo o conteúdo da wave em ordem cronológica. É como se fosse um filminho, onde as frases, arquivos e comentários aparecem na ordem em que foram enviados, deixando algum integrante novato da wave a par da situação, do jeito que ela ocorreu.

Ainda é cedo para dizer se o Google Wave emplacará. Ele é diferente de tudo que existe, mistura e-mail, bate-papo e lista de discussões de uma maneira peculiar, até um pouco complexa de se compreender. A confusão visual não existe, de fato, mas o conceito ainda está um pouco obscuro. É preciso esperar mais gente, as correções de bugs (existem, e aos montes), enfim, uma prova mais ampla, por mais gente, para ver como o sistema se comporta, e, mais importante, como as pessoas se adaptam a ele.

A proposta é boa, resta saber se a visão futurista de e-mail do Google é compartilhada pela maioria. Eles não costumam errar, mas…

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E para a galera que ainda não está dentro, promoçãozinha relâmpago: ainda tenho dois convites sobrando aqui. Os dois primeiros que disserem “quero um convite para o Google Wave” nos comentários levam.

Autor: Rodrigo Ghedin

Blogger, bacharel em Direito e acadêmico de Sistemas de Informação.

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