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SBTVD evolui, gerando um Fórum Internacional para o ISDB-T

10 anos atrás

Quando o SBTVD foi anunciado, creio que muitos o viram com desconfiança, já que tratava-se de um padrão de transmissão e recepção digital de TV, em alta definição, que, até então, era apenas utilizado pelo país onde fora originalmente desenvolvido como ISDB-T, o Japão.

Sudamérica Digital TV Broadcasting

O receio, de muitos brasileiros, em ver todas as emissoras de TV aberta adotarem uma tecnologia tão exclusiva, era de que ocorresse algo parecido com o PAL-M, padrão analógico de transmissão e recepção de imagens em cores e sinônimo de “isolamento” comercial, já que só o Brasil usava tal padrão, enquanto a maior parte do continente sudamericaño adotou o PAL-N ou o NTSC e, assim, em teoria, o uso do padrão japonês, aparentemente tão exclusivo quanto o PAL-M, limitaria as exportações de televisores e outros aparelhos receptores produzidos no país.

Bom, para a infelicidade geral daqueles que torciam contra o SBTVD (ou ISDB-Tb), não foi desta vez que o Brasil reviveu o pesadelo do PAL-M. Muito pelo contrário: outros países sul-americanos conseguiram ser convencidos de que podem ser unidos pelo mesmo modelo de televisão digital em alta definição.

O Peru entrou primeiro, no barco sudamericaño do ISDB-T, ao firmar parceria com o Japão para a aquisição de equipamentos e transmissores, além de planejar testes oficiais com o SBTVD já em março do próximo ano.

Em seguida, la Argentina dançou um belo e triste tango contra as aspirações del Grupo Clarín (ATSC) e os devaneios da Telecômica Argentina e Telefe (DVB/T), ao oficializar, durante a reunião de cúpula da Unasul de 2009, no final de agosto, a adoção do padrão nipo-brasileiro de TV digital, o ISDB-Tb.

E, agora, é a vez do Chile que, assim, se torna o quinto país do mundo a adotar o ISDB-T e o quarto a utilizar o ISDB-Tb. A formalização do Fórum Internacional ISDB-T, que está planejada para março de 2010, é algo proposto pelo Brasil e aceito pelo Japão, Peru, Argentina e Chile. Esse fórum reafirma o compromisso de colaboração mútua, entre os países membros, para a troca de experiências sobre a implantação do ISDB-Tb nos novos integrantes.

Bom, tais países de la Sudamérica podem não ser tão expressivos quanto um México (ATSC) ou Uruguai (DVB/T) da vida, mas, ainda sim, serão potenciais clientes dos receptores do SBTVD fabricados no “Brasil-sil!”. Posso dizer, então, que a larga oferta de receptores baratos, estes prometidos no início do SBTVD, aparentemente será cumprida. E espero que seja primeiro no Brasil, mesmo sem multiprogramação.

Por falar nisso, como anda o sinal do SBTVD em sua cidade?

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